Igrejas Acev de Altaneira e Nova Olinda realizaram acampamento durante o Carnaval

Nos dias 27,28 de Fevereiro e 1º de Março as Igrejas Acev Altaneira e Nova Olinda realizaram um Acampamento no Sítio São João

Igreja Acev Altaneira Comemorou seu primeiro aniversário

A Igreja Acev iniciou suas atividades em Altaneira no dia 28/02/2016.

Pedra do Templo de Salomão encontrada em Israel divide especialistas

Alguns alegam que é fraude; outros acreditam que é prova da verdade histórica da Bíblia

Arqueólogos encontram ruínas do palácio de Senaqueribe

Descobertas só foram possíveis após jihadistas terem explodido túmulo do profeta Jonas

Correios comemora 500 anos da Reforma com selo

Emissão será em parceria com os correios da Alemanha

A CABANA

terça-feira, 21 de março de 2017

A Reforma ainda não acabou, assegura John MacArthur

Pastor diz que não existe ‘harmonia’ entre o catolicismo romano e a doutrina evangélica verdadeira

por Jarbas Aragão


Prestes a completar 500 anos, a Reforma Protestante ainda não acabou. É o que afirmou o renomado pastor e escritor John MacArthur durante a Conferência Nacional Ligonier, realizada em Orlando, Estados Unidos.
Durante uma palestra a pastores de várias partes do país, ele assegurou que a luta de Martinho Lutero, percursor da Reforma no século XVI, continua até o dia de hoje. Disse ainda que “a batalha pelo Evangelho continua em andamento”.
“O Evangelho sem barganhas não foi resolvido 500 anos atrás, mas estabelecido há 2000 anos. Mesmo assim, continuamos chamando a igreja professante a permanecer fiel à verdade”, disse MacArthur aos presentes.
“A Reforma não acabou. A cada curva na estrada, a cada novo falso mestre que surge para ensinar uma versão ou outra de uma ‘mensagem alternativa’, devemos abordar esse assunto”, assegurou.
MacArthur lembrou que um dos alicerces da Reforma é o “Sola Fide”, ou seja, a salvação vem somente pela fé. “Se a doutrina da ‘Sola Fide’ se sustenta, a Igreja se mantém firme, se isso cair por terra, a Igreja toda entra em colapso”, continuou.
Ele comparou isso com a decisão do Conselho Católico de Trento, que considera a doutrina reformada como “anátema”, termo grego que significa “amaldiçoada”. Fiel ao seu estilo confrontador, ele disparou: “Você acha que existe harmonia entre o catolicismo romano e a doutrina das verdadeiras igrejas evangélicas? Pode esquecer”.
Assim como em vários lugares do mundo, os norte-americanos estão fazendo conferências este ano para refletir sobre o aniversário da Reforma Protestante, que completa meio milênio dia 31 de outubro.
As colocações de McArthur chamam atenção pelo fato de o papa Francisco vir buscando uma aproximação com ramos da igreja protestante – como luteranos e anglicanos – em nome de uma doutrina comum. Com informações de Christian Post
Fonte: Gospel Prime

Descobertas arqueológicas lançam luz sobre vida na época de Jesus

Arqueólogos acreditam que falta de “provas” sobre Cristo não modificam sua importância

por Jarbas Aragão


A Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI) apresentou neste domingo (19) dezenas de objetos que datam do século I. Os estudiosos creem que isso poderá ajudar a se compreender melhor a vida na época de Jesus Cristo.
O variado material, descoberto recentemente na região de Jerusalém e na Galileia, onde Jesus viveu, inclui vasos, utensílios de cozinha, restos de lagares para o vinho, ossuários com inscrições em hebraico e até pregos usados nas crucificações.
Gideon Avni, diretor da divisão arqueológica da AAI, explicou à imprensa: “Agora, podemos descrever de forma muito precisa a vida cotidiana desta época, desde o nascimento, através dos costumes alimentares e das viagens, até a morte, com os ritos funerários”.
Segundo ele, nos últimos 20 anos avançou-se muito na compreensão de como as pessoas viviam nos dias de Jesus. “A cada semana são descobertos novos elementos que permitem conhecer melhor este período”, comemora. Avni também ressaltou que foram encontrados, em alguns ossuários, “nomes de personalidades conhecidas graças aos textos desta época”.

Atualmente, a Autoridade possui um acervo com mais de um milhão de objetos descobertos em escavações. Todos os anos eles recebem cerca de 40 mil novos, vindos de 300 lugares em Israel.
“O essencial para nós é poder compreender muito especificamente o modo de vida da época de Jesus, do nascimento até a morte”, ressaltou o arqueólogo. Ao falar sobre a pessoa de Cristo, Avni ressalta disse que não há razão para duvidar que Jesus tenha existido somente por que os arqueólogos não encontraram provas físicas sobre sua passagem pelo mundo.
Há registros sobre ele e sua influência, mas muitos historiadores rejeitam os relatos bíblicos como fatuais, por isso acreditam que não sejam o suficiente.
Yisca Harani, uma estudiosa israelense do cristianismo, disse ao Times of Israel que a falta de evidência física sobre Jesus é um “mistério trivial”.
“Por que esperar que na antiguidade haveria alguma evidência de sua existência?”, disse Harani. “É a realidade da vida humana. São governantes ou militares que sempre tem sua memória inscrita em pedra e artefatos”. Ela acredita ainda o que maior testemunho de Jesus “são as suas palavras”.
Fonte: Gospel Prime

quarta-feira, 15 de março de 2017

A Cabana” (The Shack) já tem data de lançamento no Brasil: 6 de abril.


O filme é baseado no best-seller homônimo do escritor canadense William P. Young. Dirigido por Stuart Hazeldine, roteirista de “Exame”, o filme apresenta a história de Mack Phillips [Sam Worthington], um homem que viveu um drama pessoal com o desaparecimento de sua filha Missy, de seis anos.

Enquanto o ferido Mack Phillips ainda se vê sem motivos para viver, diante da fatalidade que abalou sua família, ele recebe uma misteriosa carta divina, que o convida a voltar para a cabana onde sua filha foi encontrada morta. Nesta missão, Phillips se encontra com Papa (Octavia Spencer), e é surpreendido por revelações e ensinamentos, que irão ajudá-lo a superar esse trauma.   

Além de Sam Worthington e a candidata ao Oscar Octavia Spencer, o elenco traz a brasileira Alice Braga, além de Radha Mitchell e Graham Greene.

Publicado em 2008 no país, ‘A Cabana’ vendeu cerca de três milhões e meio de cópias. No mundo todo, foram mais de  20 milhões de cópias. 

Octavia Spencer no Brasil
Para o lançamento do filme, a atriz Octavia Spencer (Indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante por “Estrelas além do tempo”, e vencedora na mesma categoria por "Histórias cruzadas"), vem ao Brasil na última semana de março para o lançamento de “A cabana”. A atriz ficará no Rio, onde acontece uma pré-estreia do filme.

Ficha técnica
Direção: Stuart Hazeldine
Elenco: Sam Worthington, Oscar Octavia Spencer, Alice Braga, Radha Mitchell, Graham Greene
Classificação: 12 anos
Distribuição: Paris Filmes 
#ACabanaOFilme
Com informações da Assessoria de Imprensa da 360 WayUp

sábado, 11 de março de 2017

Distribuição de Bíblias digitais cresce no Brasil

Segundo a Sociedade Bíblica do Brasil, foram mais de 1,5 milhão em 2016

por Tiago Abreu


De acordo com relatório divulgado pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), uma das maiores instituições religiosas que distribuem bíblias em território nacional, o formato digital está em pleno crescimento. São 1,5 milhões de unidades divulgadas em 2016, um aumento de mais de 391% comparado a 2015, ano em que 384 mil unidades foram acessadas.
Somando outros tipos de produtos produzidos pela SBB, tais como livretos, acadêmicos e folhetos, o número chega a 277 milhões. Apesar dos altos números de livros bíblicos, os folhetos ainda são predominantes. Foram 268 milhões em 2016.
Os números da SBB, segundo a instituição, são consequência de uma série de investimentos tecnológicos promovidos pelo órgão, com o desenvolvimento de plataformas, softwares e outros recursos para, assim, expandir um processo de inclusão digital.
O diretor executivo Rudi Zimmer mostrou-se animado com os números. “Esse 
crescimento na distribuição da Bíblia no formato digital indica que estamos alcançando não somente os adeptos das inovações tecnológicas, mas, principalmente, os jovens, para os quais o papel já não é a mídia principal”, afirmou.

Fonte: Gospel Prime

sexta-feira, 10 de março de 2017

Cristãos mostram força no cenário cinematográfico

Mudança de visão veio com a possibilidade de alcançar milhares de pessoas
por Cristiano Medeiros


O cinema e os cristãos com o passar dos anos estreitaram os laços, mas nem sempre essa relação foi próxima. Por décadas as igrejas e filmes tiveram mais atritos que elogios, mais críticas do que o reconhecimento de que a arte do cinema poderia passar ensinamentos religiosos.
Conforme O Globo, a mudança de visão veio com a possibilidade de um filme alcançar mais gente do que uma pregação aos domingos. Um bom exemplo está no trabalho de dois irmãos americanos, pastores da Igreja Batista de uma cidade com menos de 100 mil habitantes na Georgia.
Alex e Stephen Kendrick fizeram em 2003 seu primeiro longa-metragem, “A virada”, sobre um vendedor de carros que toma rumo na vida ao aceitar Cristo. Para encerrar a obra, eles conseguiram apoio de voluntários, pegaram equipamento emprestado e gastaram apenas US$ 20 mil.
Nos cinemas, “A virada” teve um lançamento discretíssimo, arrecadando US$ 37 mil. Mas o que aconteceu em DVD iluminou o caminho dos Kendrick. Foram 300 mil cópias vendidas, semeando o terreno para outros quatro filmes, todos de baixo orçamento e com retorno milionário.
O último foi “Quarto de guerra” (2015), um drama sobre uma família em crise que custou US$ 3 milhões, mas foi lançado pela Sony e lucrou US$ 67 milhões só nos cinemas dos EUA.
“Graças a Deus, ‘Quarto de guerra’ também foi um sucesso no Brasil, com um público de mais de 600 mil pessoas. De DVD vendemos 40 mil unidades”, afirmou Ricardo Carvalho, gerente de marketing artístico da distribuidora Canzion Films, uma multinacional fundada no México há 30 anos e que lançou a obra dos Kendrick no Brasil.
“Nós buscamos filmes que tenham uma mensagem que possa abençoar as pessoas e as aproximar de Cristo. A gente convidou pastores para as sessões. Se eles gostam, recomendam o filme em suas igrejas”, explicou Carvalho.
Para o mercado cinematográfico, que durante tanto tempo lamentou a venda de cinemas de ruas para igrejas, é uma reviravolta digna dos mais incríveis milagres bíblicos.

Marketing boca a boca

Essa estratégia segmentada de marketing tem sido regularmente utilizada, com sucesso. Boa parte das produções cristãs não aparece em reportagens de jornal nem ganha espaço publicitário em outdoors nas ruas. Mas seu público fica sabendo, seja pelo boca a boca dos fiéis, ou pelo sermão na igreja.
“Não é fácil produzir um filme cristão. Às vezes uma única cena acaba fugindo do foco, e para esse público a mensagem é o mais importante”, explicou Ygor Siqueira, ex-diretor executivo da Graça Filmes e hoje dono de sua própria empresa, a 360WayUp.
O cinema brasileiro também vem, aos poucos, acompanhando o movimento do mercado. Lançado no ano passado como adaptação da novela da TV Record, “Os Dez Mandamentos” se tornou a maior bilheteria da história do país, com 11,3 milhões de ingressos vendidos.
Fonte: Gospel Prime

quarta-feira, 8 de março de 2017

Pedra do Templo de Salomão encontrada em Israel divide especialistas

Alguns alegam que é fraude; outros acreditam que é prova da verdade histórica da Bíblia

por Jarbas Aragão


Uma tábua de pedra que seria parte do Templo de Salomão foi encontrada em Israel. Conhecida como “Tábua de Joás”, a peça foi revelada ao público em 2001, mas até hoje os especialistas não conseguem chegar a um consenso sobre sua veracidade.
Alguns acreditam tratar-se da maior evidência da existência do Templo de Salomão. Já outros veem nela uma elaborada falsificação. Mais de 15 anos após sua descoberta, a peça continua intrigando cientistas e autoridades de Israel.
Segundo o relato bíblico, o Templo foi originalmente erguido por Salomão por ordem de Deus. Dentro dele ficava a Arca da Aliança, que abrigava as tábuas de pedra dos Dez Mandamentos. O local foi destruído e incendiado pelo exército do rei babilônio Nabucodonosor, em 586 a.C.
Em 2 Reis, capítulo 12, há referências à restauração do templo, feita por Joás de Judá, que reinou em Jerusalém um século depois de Salomão. O texto diz: “Joás disse aos sacerdotes: Todo o dinheiro consagrado que se costuma trazer à Casa do Senhor (…) recebam-no os sacerdotes, cada um da mão de seus familiares, e consertem os postigos do Templo onde quer que se achem fendas”.
A tábua encontrada em 2001 descreve em hebraico as obras feitas pelo rei. A inscrição diz: “Reparei a construção e fiz os reparos no templo e nos muros que o rodeiam”.
Quando foi achada, a Tábua de Joás foi inspecionada pelo Serviço Geológico de Israel que poderia – ou não – autenticá-la. O primeiro passo foi examinarem a pátina, uma fina camada que se forma ao longo do tempo na superfície de uma rocha ou pedra pela interação de seus minerais com as substâncias químicas do ar, da água ou da terra.
Os geólogos israelenses comprovaram que a pátina era contínua na frente da pedra e nas letras, indicando que foram feitas num passado distante. Utilizando a técnica de datação de carbono, concluíram que ela tinha cerca de 2.3 mil anos.
Uma análise da composição química da pedra mostrou que era igual a das rochas encontradas na região de Jerusalém. Outro aspecto que atestaria sua veracidade é a presença de grânulos de ouro em sua superfície. Isso seria esperado de uma peça que ficava no interior de um templo banhado de ouro, como descreve a Bíblia, que tenha sido incendiado.
Finalmente, após extensa análise, o Serviço Geológico declarou oficialmente em 2003 que tratava-se de uma relíquia genuína. O próximo passo era vende-la ao Museu de Israel, que abriga alguns dos maiores tesouros do país.
Foi então que a polêmica teve início. Os especialistas do museu fizeram sua própria verificação da autenticidade. Porém, a esta altura tanto o objeto quanto o homem que o havia descoberto haviam “desaparecido”. A Autoridade de Antiguidades de Israel o identificava como o colecionador Oded Golan.

Ossuário do irmão de Jesus

Golan afirmava que servia como intermediário de outro colecionador. Ele tinha a posse de   outro artefato importante, descoberto dois anos antes: o Ossuário de Tiago. Seguindo a tradição, os judeus usavam ossuários para colocar os restos mortais de seus familiares em cavernas e câmaras funerárias.

O que estava em posse de Golan continha uma inscrição única: “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”. Em 2002, ela foi declarada a primeira evidência física da existência de Jesus Cristo.
As autoridades do Museu decidiram investigar tanto o ossuário quanto a tábua. Formaram um comitê de linguistas e cientistas para examinar os objetos.
Logo, alguns dos linguistas disseram ser uma falsificação. Alegavam que a tábua tinha anacronismos, ou seja, expressões cujos significados seriam diferentes daqueles da época do Templo de Salomão. Ao mesmo tempo, outros especialistas defendiam que se sabia tão pouco sobre o hebraico antigo que era impossível comprovar se esse era um argumento forte o suficiente para determinar que a peça era mesmo falsa.
O comitê decidiu recorreu à geologia. O geoarqueólogo Yuval Goren, diretor do Instituto Arqueológico da Universidade de Tel Aviv, fez testes e disse que haviam evidências que era uma sofisticada falsificação, capaz de enganar os especialistas.
Ele provou que a composição da pátina da parte de trás era diferente da que cobria a inscrição, na frente da tábua. Ele continha sílica, mineral não encontrado em Jerusalém, além de grânulos de fósseis marinhos, sendo que o Tempo de Salomão ficava bem longe do mar.
Segundo Goren, a pátina frontal fora fabricada artificialmente, sendo que as partículas de carbono antigo e grânulos de ouro provavelmente foram adicionados à mão. Disse ainda que o ossuário era autêntico. Mas a sua inscrição, não totalmente.
Podia-se confirmar a autenticidade da primeira parte: “Tiago, Filho de José”, feita na primeira metade do século 1 d.C. Contudo, a frase “Irmão de Jesus”, foi acrescentada pelo menos 20 séculos mais tarde.
O veredito do museu de Israel é que a tábua de pedra e o ossuário eram elaboradas falsificações.
Contudo, até hoje permanece a dúvida, pois nunca chegou a ser um consenso completo.

Julgado e inocentado

Em 2016, o professor Ed Greenstein, da Universidade Bar-Ilan, de Israel, afirmou que a maior prova de fraude é que “Nenhum livro das antigas inscrições em hebreu inclui o chamado texto de Joás; nenhum historiador da antiga Israel jamais contou com a inscrição como fonte; nenhum gramático ou lexicógrafo de hebreu antigo incluirá palavras, frases ou formas que se encontrem na inscrição como dados autênticos.”
No entanto, Chaim Cohen, da Universidade Ben Gurion, acredita ao contrário, mas se fosse comprovada a falsificação, seria “a falsificação mais brilhante de todas”.
Ronny Reich, um dos fundadores da Autoridade de Antiguidades, ressaltou: “A inscrição me parece autêntica, pois é difícil acreditar que um falsificador (ou um grupo de falsificadores) possa saber tanto de todos os aspectos – físico, palográfico, linguístico e bíblico – para produzir tal objeto.”
Alguns arqueólogos pediram que tudo o que tivesse passado pelas mãos de Oded Golan e que não tivesse certificado de origem claro deveria ser considerado falso. Para eles, esses objetos, avaliados em centenas de milhares de dólares atenderiam a uma demanda de muitos que “desejam confirmar os escritos bíblicos”.
Finalmente, em dezembro de 2004, Oded Golan foi acusado de falsificar e fraudar antiguidades. Acabou respondendo a um processo que durou oito anos. Em 2012, ele foi absolvido das acusações de falsificação e fraude. Mesmo assim, foi condenado por possuir  objetos suspeitos de roubo e venda de antiguidades sem licença.
Para o juiz, a acusação não teve sucesso em provar que os objetos eram falsos. Por isso, foram devolvidos a Golan. Com informações BBC
Fonte: Gospel Prime

sábado, 4 de março de 2017

Arqueólogos encontram ruínas do palácio de Senaqueribe

Descobertas só foram possíveis após jihadistas terem explodido túmulo do profeta Jonas

por Jarbas Aragão


Arqueólogos estão comemorando uma descoberta inesperada no Iraque. O espaço do tradicionalmente conhecido como o túmulo do profeta Jonas, em Nínive, foi explodido pelos jihadistas do Estado Islâmico em 2014.
Chamado de Nebi Yunus, o local, no alto de um monte que fica na periferia da moderna Mossul, abrigava um pequeno templo, antes visitado por milhares de cristãos e muçulmanos, que reconhecem Jonas como profeta.
Agora que a região está livre dos radicais, pesquisadores ingleses que investigam as ruínas descobriram debaixo do local um palácio construído no século 7º a.C. Ele pertenceu ao rei assírio Senaqueribe, mencionado na Bíblia, que tentou conquistar a cidade de Jerusalém nos dias do rei Ezequias.
Somente dois meses atrás as tropas iraquianas restabeleceram o controle de Mossul e da antiga cidade de Nínive, mencionada muitas vezes na Bíblia. O Ministro da Cultura do Iraque autorizou que arqueólogos escavassem o local, admitindo que ele estava “muito mais danificado do que se julgava.”
Para surpresa geral, os soldados do grupo extremista escavaram túneis por debaixo do túmulo do profeta, buscando artefatos que poderiam vender no mercado negro.
A arqueóloga iraquiana Layla Salih revelou ter descoberto em um desses túneis uma inscrição numa peça de mármore, em escrita cuneiforme, falando sobre o rei Esar-Hadom. Datada provavelmente de 672 a.C., comenta sobre a reconstrução da Babilônia após a morte do seu pai.
O palácio construído por Senaqueribe, foi reformado e expandido por Esar-haddon (681-669 a.C), e novamente renovado por Assurbanipal (669-627 a.C). O local foi destruído na queda de Nínive, em 612 a.C.
Segundo o relato de 2 Reis 18 e 19, Senaqueribe foi impedido de conquistar Jerusalém pelo próprio Deus. Depois de voltar ao seu palácio, o rei assírio foi assassinado por dois dos seus filhos e substituído por Esar-Hadom (2 Reis 19:36-37). O rei Assurbanipal é mencionado brevemente no livro de Esdras (4:10).

Achado fantástico

Eleanor Robson, do Instituto Britânico para o Estudo do Iraque, disse que a destruição causada pelos terroristas acabou possibilitando “um achado fantástico.” “Os objetos não correspondem às descrições do que esperávamos haver lá embaixo”, afirmou ela ao jornal Telegraph.
“[Nessas ruínas] há uma enorme quantidade de História, não apenas pedras ornamentais. É uma oportunidade para finalmente podermos explorar a casa do tesouro do primeiro grande império mundial, no período do seu maior sucesso.”
Ao mesmo tempo que celebra, ela lamenta que o Estado Islâmico tenha saqueado centenas de objetos do palácio para vender no mercado negro e, com o lucro, financiar sua guerra.
“Acreditamos que eles venderam muitos dos artefatos, como cerâmicas e pequenas peças. Mas aquilo que deixaram irá ser estudado e acrescentará muito ao nosso conhecimento daquele período”, afirmou Robson.
Além da tumba de Jonas, os terroristas do Estado Islâmico destruíram pelo menos uma centena de lugares históricos, incluindo ruínas e museus, alegando que eram usados para idolatria e paganismo, o que é condenado pelo Alcorão. O governo do Iraque agora faz um levantamento da destruição.

Fonte: Gospel Prime
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