Arqueólogos encontram mais ruínas de Betsaida, cidade onde Jesus viveu

Antiga vila de pescadores é a terra natal dos apóstolos Pedro, André e Felipe

“Doutrina” é o mais importante na decisão de frequentar uma igreja, indica pesquisa

Maioria dos fiéis espera ir a cultos para "entender mais sobre Deus e a Bíblia"

Evangelista e cantora gospel, Rosetta Tharpe influenciou Elvis Presley e Bob Dylan

Conhecida como irmã Rosetta, a cantora se destacou por ter desenvolvido um estilo único de música para a sua época.

Lugar “mais provável” onde Jesus transformou água em vinho é encontrado por arqueólogo

A publicação do seu achado foi feita na revista Biblical Archaeology Review

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Estudo revela que metade das manchas de sangue do Santo Sudário são falsas

Imagem da suposta face de Jesus no Santo Sudário
Um estudo realizado por dois italianos especialistas em medicina forense chegou à conclusão de que ao menos a metade das manchas do Santo Sudário, tecido que segundo a tradição católica foi usado para envolver o corpo de Jesus Cristo, são falsas.
O estudo, publicado no Journal of Forensic Sciences, foi feito por Matteo Borrini, da Liverpool John Moores University, e por Luigi Garlaschelli, do Comitê para o Controle das Afirmações sobre as Pseudociências (CICAP), e divulgado nesta terça-feira (17) pelo jornal italiano “La Stampa”.
“Existem muitas contradições que indicam que o Santo Sudário não é autêntico, e que se trata de uma representação artística ou didática da paixão de Cristo feita no século XIV”, concluíram os pesquisadores.
Garlaschelli emprestou o próprio corpo para fazer o experimento, no qual usou sangue verdadeiro e artificial.
Os estudiosos se basearam na mesma metodologia usada para cenas de crimes e determinaram que muitas manchas de sangue não são compatíveis com a posição de uma pessoa crucificada.
“Simulamos a crucificação com cruzes de diferentes formas, de diversos tipos de madeira e com diferentes posições do corpo: braços na horizontal, vertical, sobre a cabeça”, contaram os especialistas.

A famosa relíquia, que fica em Turim (norte da Itália), é um tecido de 436 centímetros de comprimento por 110 de largura, e representa um homem que foi crucificado com pregos nas mãos e nos pés.
O pano, que de acordo com explicações científicas seria “falso”, foi fotografado em 1898 pela primeira vez, e a imagem do sudário coincidiu com um “negativo perfeito”, o que foi visto como um “milagre”.
Desde então, a relíquia desperta todo o tipo de debate, tanto científico como teológico, pelo qual a Igreja Católica não manifestou oficialmente sua aceitação ou recusa, considerando que se trata de uma manifestação de devoção popular.
Santo Sudário
Em 1988, três laboratórios de Estados Unidos, Suíça e Inglaterra estabeleceram que o linho foi fabricado na Idade Média, entre 1260 e 1390.
Borrini e Galarchelli consideram que o sangue acumulado abaixo da cintura não se justifica com a posição, nem o que se encontra entre os rins, embora tenham detalhado que não analisaram a substância que formou as manchas.
“Parecem criadas de forma artificial, com um dedo ou um pincel”, destacaram.
Fonte: AFP via UOL
Retirado do Site Folha Gospel

terça-feira, 17 de julho de 2018

Arqueólogos escavam a antiga Siló: “A Bíblia não é mitologia”

"Estamos lidando com pessoas reais, lugares reais, eventos reais", afirma doutor, mostrando os achados.

por Jarbas Aragão

Scott Stripling, líder das escavações em Siló. (Foto: CBN)
Geograficamente no coração do Israel bíblico, Siló – que hoje é um sítio arqueológico – foi a capital do país durante cerca de 300 anos. O motivo de sua importância para a história do país é que este é o lugar onde Josué distribuiu a Terra Prometida para as 12 tribos de Israel. E onde o Tabernáculo permaneceu, fazendo com seja considerada “solo sagrado”.
O Dr. Scott Stripling, arqueólogo que lidera as escavações arqueológicas em Siló, explica que: “Esta foi a primeira capital do antigo Israel. É um local sagrado porque o Mishkan [Tabernáculo] estava aqui, para onde as pessoas vinham esperando se conectar com Deus”.
“Estamos lidando com pessoas reais, lugares reais, eventos reais”, continuou ele. “Os relatos [bíblicos] não são mitologia. As moedas que escavamos hoje são de Herodes, o Grande; Pôncio Pilatos; Thestos; Félix; Agripa I e Agripa II. A Bíblia fala sobre essas pessoas. Nós temos a imagem bem aqui”.
Escavações em Siló. (Foto: CBN)
Essa “imagem” que ele se refere inclui um muro fortificado construído pelos cananeus. A equipe de arqueólogos encontrou um verdadeiro tesouro de artefatos ali, que inclui moedas antigas e cerca de 2.000 peças de cerâmica.
“Agora, este foi de ontem”, disse ele. “Essas são as alças dos vasos de pedra. Lembra do primeiro milagre de Jesus em Caná? Havia jarros de pedra cheios de água. Essa era a cultura ritual da pureza do primeiro século”.
Mesmo um arqueólogo como Dr. Stripling acredita que escavar locais bíblicos pode mudar sua vida. “Você pode ler a Bíblia, você pode andar pelos lugares da Bíblia, mas o último passo é cavar a Bíblia”, compara. “A areia está em nosso corpo, nossa boca e nariz… Ela se torna quase uma parte de você. É como se ao cavamos o solo, nos conectamos com Deus e uns com os outros, penso eu, de uma maneira muito importante.”.
Voluntários nas escavações em Siló. (Foto: CBN)
Abigail Leavitt, aluna da Universidade de Pikeville (EUA), é uma voluntária que trabalha na escavação como “registradora de objetos”. Ela testemunha: “Eu leio a Bíblia de uma forma totalmente diferente que fazia antes de vir para cá. Agora que conheço os lugares, sei o que está acontecendo. Eu entendo mais profundamente a Bíblia, especialmente os relatos sobre locais que os arqueólogos antigamente afirmavam que a arqueologia refuta. Mas quando cavamos aqui, descobrimos que tudo combina. Você lê na Bíblia, cava na terra e está tudo ali”.
Conforme lembra o Dr. Stripling, as descobertas mais recentes mudaram a compreensão histórica sobre vários relatos bíblicos que foram defendidas por muitos anos. “A arqueologia não se propõe a provar ou refutar a Bíblia. O que queremos é iluminar o texto bíblico, dar o pano de fundo do texto, para exibir a cultura do mundo real, no que chamamos de verossimilhança”, destaca.
Encerrou dizendo que, em última análise, “se a Bíblia é verdadeira, então o Deus da Bíblia tem uma reivindicação moral em nossas vidas. Quando estabelecemos a veracidade do texto bíblico – espero que todos pensem nisso – vemos que Deus nos ama e tem uma reivindicação moral em nossas vidas”. Com informações CBN
Fonte: Gospel Prime

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Pesquisadores encontram mosaico que retrata espias enviados por Moisés, em Israel

O mosaico mostra os dois espias enviados por Moisés para explorar Canaã.

O mosaico retrata dois homens carregando uma vara com um cacho de uvas. (Foto: Jim Haberman).
O mosaico retrata dois homens carregando uma vara com um cacho de uvas. (Foto: Jim Haberman).

Pesquisadores encontraram mosaicos em Israel, um deles parece retratar os dois espias enviados por Moisés para explorar Canaã. O mosaico retrata dois homens carregando uma vara com um cacho de uvas. Em hebraico está inscrito: "Um pólo entre os dois".

A Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill anunciou esta semana a descoberta dos mosaicos, na Galiléia. O mosaico dos espias de Moisés parece referir-se ao livro de Números, onde os homens foram enviados para a terra de Canaã após o êxodo do Egito.

De acordo com Números 13:23, os homens “cortaram um ramo com um único cacho de uvas” e voltaram para Moisés. “Entramos na terra para a qual você nos enviou e, na verdade, ela está fluindo com leite e mel”, diz Números 13:27.

Anteriormente, autoridades israelenses e pesquisadores descobriram outros mosaicos, incluindo os que mostram Sansão carregando o portão de Gaza, a Arca de Noé, Jonas sendo engolido por um peixe, a divisão do Mar Vermelho e a construção da Torre de Babel.

"As descobertas indicam que os aldeões floresceram sob o domínio cristão do início do quinto século, contradizendo uma visão generalizada de que o assentamento judaico na região declinou durante esse período", disse a UNC-Chapel Hill em um comunicado.

Pesquisa

A professora da UNC-Chapel Hill, Jodi Magness, está liderando as equipes de pesquisa. Ela participou de 20 escavações diferentes em Israel e na Grécia. Ela também é presidente do Instituto Arqueológico da América.

"Os mosaicos que decoram o piso da sinagoga Huqoq revolucionam nossa compreensão do judaísmo neste período", disse ela.

"A arte judaica antiga é muitas vezes considerada carente de imagens. Mas esses mosaicos, coloridos e cheios de cenas figuradas, atestam uma rica cultura visual, assim como o dinamismo e a diversidade do judaísmo nos períodos romano tardio e bizantino", ressaltou.

Os mosaicos foram removidos do local para conservação e as escavações continuarão no verão de 2019.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN POST

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Após 10 anos de criação, aplicativo da Bíblia já teve mais de 330 milhões de downloads

Atualmente, o aplicativo YouVersion conta com 1.700 versões da Bíblia em mais de 1.200 idiomas.

70 bilhões de capítulos da Bíblia foram lidos pelo aplicativo. (Foto: Reprodução)
Completando 10 anos de criação, a versão digital da Bíblia, disponibilizada no aplicativo YouVersion, já foi baixada em mais de 330 milhões de dispositivos em todo o mundo. Lançada em 2008, a plataforma já registrou 70 bilhões de capítulos da Bíblia lidos, 12 bilhões de capítulos ouvidos em áudio e 2,4 bilhões de planos diários concluídos.

"Nós nunca poderíamos ter previsto os resultados que vimos. Milhões de pessoas em todo o mundo leram, ouviram, compartilharam e interagiram com a Bíblia de diversas maneiras", disse Bobby Gruenewald, pastor da Life.Church, líder e fundador da YouVersion.

"Logo no início, descobrimos que essa iniciativa ajudava a envolver as pessoas com a Bíblia. Assim que eu tive acesso à Bíblia no telefone, que está sempre no meu bolso, minha conexão com ela naturalmente se tornou mais frequente", comentou ele.

Em 2008, o aplicativo tinha 15 versões da Bíblia em apenas dois idiomas. Hoje, possui mais de 1.700 versões em mais de 1.200 idiomas.

"Deus fez muito mais através desse aplicativo do que poderíamos ter perguntado ou imaginado, especialmente em trazer um grupo diversificado de pessoas e organizações para se unir em torno de uma missão comum", disse Gruenewald ao site The Christian Post em 2016.

"Tradutores, editores, sociedades bíblicas, igrejas, autores e centenas de voluntários se uniram de forma massiva, todos com um único objetivo: ajudar as pessoas a se envolverem plenamente com a Bíblia", disse ele.

Recursos

O aplicativo agora tem lembretes, versículo do dia, notas e outros recursos. "Estes últimos 10 anos foram mais do que poderíamos pensar ou imaginar, e acreditamos que isso seja apenas o começo", disse Gruenewald.

"À medida que olhamos para o futuro, ficamos empolgados com as novas maneiras pelas quais Deus está usando a tecnologia para ajudar as pessoas a fazer ainda mais conexões entre a Bíblia e suas vidas no dia a dia", ressaltou.

O versículo mais popular do aplicativo é Josué 1: 9, que diz: “Não te mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares”.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN HEADLINES

terça-feira, 10 de julho de 2018

Arqueólogos encontram mais ruínas de Betsaida, cidade onde Jesus viveu

Antiga vila de pescadores é a terra natal dos apóstolos Pedro, André e Felipe

por Jarbas Aragão

Arqueólogo com chave encontrada em Betsaida. (Foto: Hanan Shapir)

Arqueólogos descobriram o portão de entrada para a cidade bíblica de Betsaida durante escavações realizadas nas colinas de Golan nas últimas duas semanas. As primeiras imagens foram publicadas neste domingo (8) pelo Conselho Regional de Golan.
Um grupo de 20 arqueólogos de todo o mundo, juntamente com o diretor do Projeto Betsaida, Dr. Rami Arav, conduziram novas escavações em duas áreas diferentes, encontrando as ruínas dos portões da cidade. Todo o trabalho é coordenado pelo Hebrew Union College, em Jerusalém.
A antiga vila de pescadores é mencionada várias vezes no Novo Testamento. Terra natal dos apóstolos Pedro, André e Felipe (João 1:44). Jesus também morou algum tempo naquele local, onde acredita-se que alimentou milagrosamente uma multidão de pessoas com cinco pães e dois peixes.
Chamada de Zer antes do domínio romano no primeiro século antes de Cristo, as descobertas agora de seu real tamanho e a riqueza, mostrada pelas impressionantes fortificações, confirmam que foi uma cidade importante, de valor estratégico.
“Não há muitos portões deste período encontrados em Israel. Betsaida era o nome da cidade durante o período do Segundo Templo, mas durante o período do Primeiro Templo era conhecida como Zer”, lembra o Dr. Arav, apontando para Josué 19:35, que menciona “as cidades fortificadas de Zidim, Zer, e Hamate, Racate e Quinerete”.
Moedas romanas encontradas nas escavações. (Foto: Hanan Shapir)
Arav começou a realizar escavações na área há quase 30 anos. Durante suas escavações, identificou partes da antiga Betsaida, a nordeste do Mar da Galileia. Multidões de peregrinos cristãos visitam o local todos os anos por causa de sua grande importância para o cristianismo. Porém agora os arqueólogos acreditam que as novas descobertas podem dar uma melhor ideia de como era a cidade.
Além dos portões, foi descoberto o piso de um templo romano construído pelo filho de Herodes, Filipe. No local foram encontraram moedas de ouro, jarros e até chaves de casa, além de um escudo que pertenceu a um soldado romano. Com informações Jerusalém Post
Fonte: Gospel Prime

segunda-feira, 9 de julho de 2018

“Doutrina” é o mais importante na decisão de frequentar uma igreja, indica pesquisa

Maioria dos fiéis espera ir a cultos para "entender mais sobre Deus e a Bíblia"

por Jarbas Aragão



As igrejas gastam muito tempo e energia para tornar seus cultos atraentes para seus membros e visitantes em potencial. Porém, de acordo com um novo estudo da LifeWay Research, um grupo de louvor afinado ou um pregador com sermões envolventes não são os principais motivos que estimula as pessoas a voltarem.
O levantamento da Lifeway, publicada no final de maio, entrevistou 1.010 membros de igrejas evangélicas. Questionados qual motivo os faria mudar de igreja, a maioria (54%) responderam que “se a igreja mudar sua doutrina”. Em segundo lugar (48%), se mudassem de casa e apenas 19% responderam “se o estilo de pregação” mudasse.
As respostas dadas agora remetem a uma pesquisa similar, feita no ano passado pela Lifeway. “Sermões que ensinam sobre as Escrituras” foram apontados por 82% dos entrevistados como a razão número uma para irem a um culto.
Maioria sente que suas crenças “se alinham” com a igreja
A maior parte dos fiéis dizem concordar com os ensinamentos da igreja que frequentam. Cerca de metade (52%) acreditam que suas crenças pessoais estão “completamente alinhadas” com sua igreja. Outros 42% dizem que suas crenças se alinham “em grande parte”. Menos de 3% dizem que frequentam mesmo que “não estão alinhadas” ou “não conhecem as crenças” da igreja.
Outro aspecto que merece destaque é como a educação formal muda a percepção dos fiéis.  Os membros da igreja que têm pós-graduação são menos propensos a aceitar todos os ensinamentos vindos do púlpito. Apenas um terço (35%) afirma dessa fatia dos entrevistados dizem que suas crenças estão “completamente alinhadas” com as da igreja.
O grupo mais consistente na questão doutrinária é, curiosamente, os de igrejas independentes ou não-denominacionais (61%), seguidos pelos batistas (57%), luteranos (43%) e metodistas (25%).

Expectativas

A maioria dos evangélicos acha que os programas da igreja são “úteis para seu crescimento espiritual”.
Três quartos (76%) acham que sua igreja tem “sido extremamente útil” para sua maturidade cristã. Dezesseis por cento afirmam que é “moderadamente útil”. Apenas 1% discorda, os demais “não têm certeza”.
As expectativas mais comuns de como as igrejas podem ajudá-los a crescer espiritualmente são:
  • 27% querem que a igreja os ajude a “entender mais sobre Deus e a Bíblia”
  • 20% querem que a igreja os ajude a “encontrar novas maneiras de servir”.
  • 19% querem que a igreja “ofereça mais grupos de estudos bíblicos”.
  • 16% querem que a igreja os ajude a “conhecer mais pessoas na igreja”.
  • 14% dizem que sua igreja poderia fornecer “outros meios” para responder suas dúvidas
  • 13% querem que a igreja lhes dê “mais chances de servir”
  • 13% querem que a igreja ofereça cultos que “atendam às suas necessidades”
  • 9% querem que a igreja ofereça “mais interação com o pastor”.
  • 8% querem que a igreja lhes forneça um “mentor” ou “discipulador”
Com informações de LifeWay
Fonte: Gospel Prime

Evangelista e cantora gospel, Rosetta Tharpe influenciou Elvis Presley e Bob Dylan

Conhecida como irmã Rosetta, a cantora se destacou por ter desenvolvido um estilo único de música para a sua época.




Recorra a tudo o que você gosta sobre atos merecedores ignorados pelo "Hall da Fama do Rock and Roll", mas nenhum artista foi mais injustiçado do que a talentosa cantora gospel e guitarrista Rosetta Tharpe, cuja introdução na categoria "Influências" do Hall foi anunciada somente em 2017.

Rosetta era casada com um pastor, mas também desenvolveu seu próprio ministério como evangelista e cantora. Uma mulher negra, cheia de atitude, natural do Arkansas, que tocava com facilidade sua guitarra elétrica e louvava a Deus em suas canções, com um estilo que posteriormente viria a influenciar o próprio Elvis Presley, Chuck Berry e também Bob Dylan.

O primeiro sucesso de Tharpe, na verdade, foi o transformador "Rock Me", gravado com suas notas altas e a voz rasgada em 1938 — quando o rei do Rock'n Roll, Elvis Presley, ainda era um bebê. Tharpe contrataria mais tarde o conhecido grupo instrumental Jordanaires como banda de apoio apoio dela, anos antes deles começarem a trabalhar para Presley, que era um fã assumido da cantora.

"Elvis adorava a irmã Rosetta", lembra Gordon Stoker, dos Jordanaires, destacando que o estilo dela tocar guitarra chamou a atenção do rei do rock desde início. "Isso foi o que realmente atraiu Elvis: sua pegada de guitarra. Ele gostava dela cantando, mas ele gostava de ouvi-la tocar primeiro — porque era muito diferente das outras coisas que ele tinha ouvido".

Legado

Bob Dylan fez coro com a opinião de Presley sobre a originalidade de Rosetta e acrescentou que ela como um todo era "única".

"A irmã Rosetta Tharpe não era nada comum, nem simples", disse Bob Dylan em seu programa Theme Time Radio Hour. "Ela era uma mulher grande, tinha boa aparência, era divina, para não mencionar sublime e esplêndida. Ela era uma força poderosa da natureza. Um evangelista que cantava e tocava violão".

História

Rosetta Nubin nasceu na cidade de Cotton Plant, em Arkansas, em 1915. Aos seis anos de idade, a cantora prodígio já tocava música gospel com sua mãe em pequenas congregações, quando ambas se mudaram para Chicago, no norte dos EUA.

O estilo de cantar e tocar violão de Tharpe desenvolveu-se com elementos rurais e urbanos, o que lhe deu um estilo único para a época. Na adolescência, ela foi para a cidade de Nova York e lá tocou com 

Duke Ellington e outros músicos de alto nível.
Aos vinte anos, ela começou a marcar a batida de seu som. Depois de anos trabalhando no norte dos EUA, com Lucky Millinder, ela percorreu o sul com os ícones do gospel, os Dixie Hummingbirds.

Em 1945, seu desenvolto single "Estranhas Coisas Acontecendo Todos os Dias", com seu solo quente de guitarra, foi a primeira canção gospel a ser transmitida nas paradas de sucesso da Billboard.

Depois do auge

A carreira de Tharpe diminuiu quase 20 anos depois. Em 1964, quando o renascimento do folk estava se formando, ela foi contratada para a turnê Folk Blues e Gospel Caravan na Inglaterra e tocou em um show famoso em uma estação ferroviária abandonada que foi transmitido em todo o país pela televisão (como registrado no vídeo acima).

Era um dia frio e chuvoso, mas Tharpe saiu de uma carruagem puxada por cavalos como a realeza, atravessou a plataforma molhada, pegou sua guitarra elétrica, conectou e tocou o seu sucesso "It Didn't Rain" ("Não choveu"), mesmo correndo o risco de tomar um choque elétrico. Naquele dia ela solou sua guitarra e cantou com seu coração na frente de uma multidão de jovens.

"Tenho certeza de que naquele dia muitos jovens ingleses pegaram suas guitarras elétricas depois de acompanhar aquela apresentação", disse Dylan.

A carreira de Tharpe não teve o mesmo impacto que os músicos de blues masculinos ao final dos anos 1960 e 1970. Este resultado pode ter sido causado, em parte, por causa de sua devoção cristã, expressada em suas letras.

Sua última gravação conhecida foi lançada em 1970 para a TV dinamarquesa, cantando a canção gospel de Thomas Dorsey "Take My Hand, Precious Lord", uma música que Elvis Presley havia gravado, entre muitas outras canções cristãs que ele registrou.

Tharpe morreu em 1973, na Filadélfia, onde morava com a mãe em um lar modesto. O funeral foi pequeno e intimista.

Embora seu trabalho tenha sido esquecido por décadas, agora está pronto para ser descoberto e será relembrado a cada vez que os grandes nomes do rock e do Folk forem reproduzidos, como Elvis 
Presley, Chuck Berry e Bob Dylan.

"Quando você vê Elvis Presley cantando no início de sua carreira... Imagine que ele está canalizando a irmã Rosetta Tharpe", sugeriu Wald. "Não é uma imagem em que estamos acostumados a pensar quando pensamos na história do rock'n roll". 

Fonte: Portal Guiame
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