Ministério Nissí comemorou seis anos de Criação

No dia 05 de Julho, o Ministério Nissí completou seis anos, a comemoração foi dividida em duas partes.

Pastor doa rim para um membro de sua igreja

Basílio Montez diz que foi instruído por Deus a fazer a doação

360 WayUp completa dois anos e impulsiona cinema cristão

Empresa é uma das maiores distribuidoras de filmes cristãos no Brasil

Reflitamos #18

Série do blog com imagens para reflexão

DNA de múmias apoia a narrativa bíblica de descendentes de Noé

Pesquisadores obtiveram "resultados inesperados" ao decodificar o genoma de antigos egípcios.

sábado, 31 de janeiro de 2015

“Indiana Jones judeu” diz saber onde está a Arca da Aliança

Arqueólogo afirma que existe um túnel que leva até câmara secreta
por Jarbas Aragão


A Arca da Aliança é o artefato mais sagrado e significativo do judaísmo. De grande importância religiosa e histórica, passou a fazer parte do imaginário popular após o lançamento do filme Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida.
O especialista em TI Harry Moskoff, que também é arqueólogo e cineasta amador, recebeu o apelido de “Indiana Jones judeu”. Ele dedicou os últimos 25 anos de sua vida para descobrir a localização dessa “Arca Perdida”.
Em entrevista ao site Israel News, conta que já se reuniu com diversas autoridades rabínicas e arqueológicos de renome mundial em busca de informações. Revestida de ouro puro, a Arca foi construída por orientação de Deus e fez parte da peregrinação dos judeus no Êxodo durante 40 anos.
Era a peça mais importante no Templo de Salomão e ficava no local chamado santo dos santos. Segundo a Bíblia, representava a presença do próprio Deus. Foi vista pela última vez no ano 586 a.C., quando os babilônios conquistaram Jerusalém e destruíram o Templo. O que aconteceu com a Arca permanece um mistério até hoje.
Moskoff acredita que está muito perto de encontrar a verdadeira localização da Arca, afirmando que ela está enterrada no Monte do Templo. Sua teoria, com base em evidências históricas, arqueológicas, topográficas e bíblicas, é que quando encontrar-se a verdadeira localização do Santo dos Santos, a caixa de ouro estará em uma câmara secreta, construída diretamente abaixo, numa sala construída pelo rei Salomão. Segundo tradições judaicas, o rei previu a destruição do Templo e teria edificado esse local como segurança.

De modo geral, acredita-se que a mesquita chamada de “Domo da Rocha” foi construída sobre o local do Templo. Porém, eruditos judeus argumentam que Deus jamais permitiria qualquer edifício ser construído em cima do Santo dos Santos. Moskoff afirma ter estudado a fundo a estrutura do Monte Moriá, nome que os judeus dão ao local. Ele explica que vários historiadores conhecidos afirmam saber a localização exata do templo judaico, contudo “algumas coisas simplesmente não faziam sentido com a topografia original da montanha”.
Sua opção foi manter-se fiel ao relato bíblico e ao livro “À Sombra do Templo” (1982), do famoso arqueólogo israelense Meir Ben-Dov. Um dos trabalhos mais conhecidos de Ben-Dov foi a descoberta de um túnel mencionado nas escrituras judaicas que era usado pelos sacerdotes que estavam “ritualmente impuros”.
“O túnel foi construído na parte sul do Monte. Conduz a um banheiro ritual. Este lugar é descrito no Talmude. Ele (Ben-Dov) descobriu que túnel existe até hoje, da mesma maneira como foi descrito”, disse Moskoff. “Este túnel foi bloqueado há 150 anos e é claro que muitos querem que permaneça fechado. Mais de 2.000 anos depois, o túnel continua inteiro. Se passarmos por esse túnel, ele nos levará até a localização exata do Templo”, comemora.
Para Moskoff o problema é que a maioria dos arqueólogos não são religiosos e minimizam os relatos das Escrituras como fatuais. Por isso não acharam a arca até hoje. “Nenhum deles está procurando a Arca de uma perspectiva verdadeiramente judaica, tradicional e bíblica, conciliando todas as fontes”, defende Moskoff
O principal empecilho para que possa mostrar ao mundo se tua teoria está correta é o fato de as escavações sob o Monte serem proibidas. O local, que também é sagrado para os muçulmanos, é administrado pela Waqf, ligado ao governo da Jordânia.
Perguntado sobre por que dedicar-se tantos anos por algo que não pode provar, Moskoff explica que entende que a revelação da arca está ligada ao cenário dos últimos dias, quando o Templo será reerguido.
“Quando se fala sobre a Arca, não pode deixar de falar sobre o que está acontecendo hoje em Israel. Quase todos os dias, Jerusalém e o Monte do Templo estão nas manchetes. Ao descobrir a Arca ou mesmo outros artefatos relacionados ao Templo poderia iniciar uma revolução”, disse ele.
Ele produziu um documentário explicando sua teoria detalhadamente. Também criou um site para divulgar suas descobertas.
Fonte: Gospel Prime

Desafio vamos ler a Bíblia! Dia 17


Graça e Paz, segue abaixo os capítulos para a leitura do dia. Boa Leitura a todos!


Leitura do dia: Êxodo capítulos 15 a 18

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Desafio vamos ler a Bíblia! Dia 16



Graça e Paz, segue abaixo os capítulos para a leitura do dia. Boa Leitura a todos!


Leitura do dia: Êxodo capítulos 11 a 14

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Desafio vamos ler a Bíblia! Dia 15


Graça e Paz, segue abaixo os capítulos para a leitura do dia. Boa Leitura a todos!


Leitura do dia: Êxodo capítulos o7 a 10

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Desafio vamos ler a Bíblia! Dia 14


Graça e Paz, segue abaixo os capítulos para a leitura do dia. Boa Leitura a todos!


Leitura do dia: Êxodo capítulos o3 a 06

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Desafio vamos ler a Bíblia! Dia 13


Graça e Paz, segue abaixo os capítulos para a leitura do dia. Boa Leitura a todos!


Leitura do dia: Gênesis Capítulos 49 e 50 e Êxodo capítulos o1 e 02

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Estudo bíblico - Livro de Êxodo



Êxodo (Ex)
 
Escritor: Moisés
Lugar da Escrita: Ermo
Tempo: Cerca de 1445-1405 a.C.

Os relatos de momentosos sinais e milagres que Deus fez para libertar das aflições do Egito o povo que levava Seu nome, organizando Israel como propriedade especial sua, qual “reino de sacerdotes e uma nação santa”, e o começo da história de Israel como nação teocrática estes são os destaques do livro bíblico de Êxodo. (Êx. 19:6) Em hebraico, ele é chamado de We´él·leh shemóhth, que significa “Ora, estes são os nomes”, ou, simplesmente, Shemóhth, “Nomes”, segundo as suas palavras iniciais. O nome atual vem da Septuaginta grega, onde é chamado É·xo·dos, que foi latinizado para Exodus, significando “Saída” ou “Partida”. Que Êxodo é uma continuação do relato de Gênesis se demonstra pela palavra inicial “Ora” (literalmente, “E”) e por realistar os nomes dos filhos de Jacó, conforme tirados do registro mais completo de Gênesis 46:8-27.

O escritor de Êxodo é Moisés, indicado pelo fato de ser Êxodo o segundo volume do Pentateuco. O livro em si registra três casos em que Moisés faz um registro por escrito, sob a direção de Deus. (Êxodo17:14; 24:4; 34:27) Segundo os versados em Bíblia, Westcott e Hort, Jesus e os escritores das Escrituras Gregas Cristãs citam ou referem-se a Êxodo mais de 100 vezes, como quando Jesus disse: “Não vos deu Moisés a Lei?” Êxodo foi escrito no ermo de Sinai, um ano depois de terem os filhos de Israel saído do Egito. Abrange o período entre a morte de José, até se erigir o tabernáculo da adoração de Deus. João 7:19; Êx.1:6; 40:17.

Considerando que os eventos de Êxodo ocorreram cerca de 3.500 anos atrás, há surpreendente quantidade de evidências arqueológicas e outras evidências externas que atestam a exatidão do registro. Nomes egípcios são usados corretamente em Êxodo, e os títulos mencionados correspondem às inscrições egípcias. A arqueologia mostra que os egípcios costumavam permitir que estrangeiros residissem no Egito, mas os egípcios se mantinham separados deles. As águas do Nilo eram usadas para banho, o que faz lembrar a filha de Faraó banhar-se ali. Foram encontrados tijolos feitos com e sem palha. Além disso, a existência de magos era um destaque no apogeu do Egito. Êx. 8:22; 2:5; 5:6, 7, 18; 7:11.

Os monumentos mostram que os faraós dirigiam pessoalmente seus condutores de carro para as batalhas, e Êxodo indica que o faraó dos dias de Moisés seguiu este costume. Quão grande deve ter sido a sua humilhação! Mas, por que é que os antigos registros egípcios não fazem menção da estada dos israelitas no seu país, nem da calamidade que se abateu sobre o Egito? A arqueologia tem mostrado ser costume a nova dinastia egípcia apagar dos registros anteriores qualquer coisa que fosse desfavorável. Jamais registravam derrotas humilhantes. Os golpes contra os deuses do Egito como o deus Nilo, o deus-rã e o deus-sol que desacreditavam tais deuses falsos e mostravam que Deus é supremo, não seriam apropriados para os anais duma nação orgulhosa. Êxodo14:7-10; 15:4.

Os 40 anos de serviço de Moisés como pastor sob a direção de Jetro familiarizaram-no com as condições de vida e com os locais de água e alimento naquela região, tornando-o assim bem habilitado para liderar o Êxodo. Não é possível traçar o roteiro exato do Êxodo hoje, pois não é possível localizar com certeza absoluta os vários locais mencionados no relato. Contudo, Mara, um dos primeiros locais de acampamento na península do Sinai é, em geral, identificada com `Ein Hawwara, 80 quilômetros a SSE da moderna Suez. Elim, o segundo local de acampamento, é tradicionalmente identificado com Wadi Gharandel, uns 90 quilômetros a SSE de Suez. Curiosamente, essa localização atual é conhecida como estação de águas, com vegetação e palmeiras, fazendo lembrar a Elim bíblica, que tinha “doze fontes de água e setenta palmeiras”. No entanto, a autenticidade do relato de Moisés não depende da confirmação de arqueólogos com respeito aos vários locais ao longo do caminho. Êxodo15:23, 27.

O relato da construção do tabernáculo nas planícies diante do Sinai enquadra-se nas condições locais. Certo erudito disse: “Na sua forma, estrutura e nos materiais, o tabernáculo pertence na sua inteireza ao ermo. A madeira empregada na estrutura se encontra ali em abundância.” Seja nos nomes, costumes, religião, lugares, geografia, ou nos materiais, as evidências externas acumuladas confirmam o relato inspirado de Êxodo, que tem agora cerca de 3.500 anos.

Outros escritores da Bíblia referiram-se constantemente a Êxodo, mostrando seu sentido e valor proféticos. Cerca 900 anos depois, Jeremias escreveu sobre “o verdadeiro Deus, o Grande, o Poderoso, cujo nome é Deus dos exércitos”, que passou a tirar do Egito a seu povo Israel “com sinais e com milagres, e com mão forte e com braço estendido, e com coisa muito espantosa”. (Jer. 32:18-21) Cerca de 1.500 anos depois, Estêvão baseou grande parte de seu emocionante testemunho, que levou a seu martírio, nas informações de Êxodo.(Atos 7:17-44) A vida de Moisés nos é citada como exemplo de fé, em Hebreus 11:23-29, e Paulo faz outras referências freqüentes a Êxodo, apresentando exemplos e advertências para nós hoje. (Atos 13:17; 1 Cor. 10:1-4, 11, 12; 2 Cor. 3:7-16) Tudo isso nos ajuda a ver como as partes da Bíblia se interligam, cada trecho contribuindo, proveitosamente, para a revelação do propósito de Deus.

CONTEÚDO DE ÊXODO 

Deus comissiona a Moisés, frisando Seu próprio Nome (Êxodo1:1-4:31). Depois de mencionar os filhos de Israel que desceram ao Egito, Êxodo registra a morte de José. Com o tempo, surge outro rei no Egito. Quando vê que os israelitas continuam a ‘multiplicar-se e a tornar-se mais fortes numa proporção extraordinariamente grande’, ele adota medidas repressivas, inclusive trabalhos forçados, e tenta reduzir a população masculina em Israel, ordenando a destruição de todos os meninos recém-nascidos. (1:7) É sob tais circunstâncias que nasce um filho a um israelita da casa de Levi. Este filho é o terceiro da família. Quando tem três meses de idade, sua mãe esconde-o numa arca de papiro entre os juncos, à margem do rio Nilo. Ele é encontrado pela filha de Faraó, que se afeiçoa ao menino e o adota. A própria mãe dele torna-se sua ama-de-leite e, assim, ele é criado num lar israelita. Mais tarde, é levado para a corte de Faraó. Recebe o nome de Moisés, que significa “Retirado [isto é, salvo da água]”. Êx. 2:10; Atos 7:17-22.

Este Moisés interessa-se pelo bem-estar de co-israelitas. Mata um egípcio que maltrata um israelita. Por isso ele tem de fugir, de modo que chega à terra de Midiã. Ali casa-se com Zípora, filha de Jetro, o sacerdote de Midiã. Com o tempo Moisés torna-se pai de dois filhos, Gersom e Eliézer. Daí, aos 80 anos de idade, depois de ter passado 40 anos no ermo, Moisés é comissionado por Deus a um serviço especial, em santificação do nome de Deus. Certo dia, pastoreando o rebanho de Jetro, perto de Horebe, o “monte do verdadeiro Deus”, Moisés vê um espinheiro arder sem se consumir. Quando ele vai investigar, um anjo de Deus dirige-lhe a palavra, falando-lhe do propósito de Deus de fazer com que Seu povo, os “filhos de Israel, saia do Egito”. (Êx. 3:1, 10) Moisés será usado como instrumento de Deus para libertar Israel da escravidão egípcia. Atos 7:23-35.

Moisés pergunta então como deverá identificar a Deus aos filhos de Israel. É aqui, pela primeira vez, que Deus revela o real significado de seu nome, associando-o com o seu propósito específico e estabelecendo-o como memorial. “Isto é o que deves dizer aos filhos de Israel: ‘MOSTRAREI SER enviou-me a vós . . . O Senhor, o Deus de vossos antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó enviou-me a vós.’” O seu nome, Deus, identifica-o como sendo aquele que faz com que seu propósito em relação com o povo que leva Seu nome se realize. A este povo, os descendentes de Abraão, ele dará a terra que prometera aos antepassados deles, “uma terra que mana leite e mel”. Êx. 3:14, 15, 17.

Deus explica a Moisés que o rei do Egito não permitirá que os israelitas saiam livres, mas que Ele terá de primeiro golpear o Egito com todos os Seus maravilhosos atos. O irmão de Moisés, Arão, lhe é dado como porta-voz e eles recebem três sinais para realizar, a fim de convencer os israelitas de que vêm em nome de Deus. A caminho do Egito, o filho de Moisés tem de ser circuncidado para impedir uma morte na família, o que faz lembrar a Moisés os requisitos de Deus. (Gên. 17:14) Moisés e Arão reúnem os anciãos dentre os filhos de Israel e os põem a par do propósito de Deus de tirá-los do Egito e levá-los para a Terra Prometida. Realizam os sinais, e o povo crê.

Os golpes contra o Egito (5:1-10:29). A seguir, Moisés e Arão vão ter com Faraó e anunciam que o Senhor, Deus de Israel, disse: “Manda embora meu povo.” Em tom zombeteiro, o orgulhoso Faraó replica: “Quem é Deus, que eu deva obedecer à sua voz para mandar Israel embora? Não conheço Deus, e ainda mais, não vou mandar Israel embora.” (5:1, 2) Em vez de libertar os israelitas, impõe-lhes tarefas mais pesadas. Contudo, Deus renova as suas promessas de libertação, ligando isto outra vez com a santificação de seu nome: “Eu sou o Senhor . . . deveras mostrarei ser Deus para vós . . . eu sou o Senhor.” 6:6-8.

O sinal que Moisés realiza perante Faraó, fazendo com que Arão lance no chão seu bastão para se tornar uma cobra grande, é imitado pelos sacerdotes-magos do Egito. Embora as cobras deles sejam engolidas pela grande cobra de Arão, o coração de Faraó fica obstinado. Deus passa então a desferir dez pesados golpes sucessivos sobre o Egito. Primeiro, seu rio, o Nilo, e todas as águas do Egito se transformam em sangue. Daí, sobrevém-lhes uma praga de rãs. Estes dois golpes são imitados pelos sacerdotes-magos, mas não o terceiro golpe, de borrachudos sobre os homens e os animais. Os sacerdotes do Egito são forçados a reconhecer que isto é “o dedo de Deus”. Contudo, Faraó não quer mandar Israel embora. 8:19.

Os três primeiros golpes atingem tanto os egípcios como os israelitas, mas, do quarto em diante, só os egípcios são atingidos, permanecendo Israel separado sob a proteção de Deus. O quarto golpe são grandes enxames de moscões. Daí, vem a pestilência sobre todo o gado do Egito, sendo seguida de furúnculos e bolhas sobre homem e animal, de modo que nem mesmo os sacerdotes-magos conseguem fazer face a Moisés. Deus deixa outra vez que o coração de Faraó fique obstinado, declarando-lhe mediante Moisés: “Mas, de fato, por esta razão te deixei em existência: para mostrar-te meu poder e para que meu nome seja declarado em toda a terra.” (9:16) Moisés anuncia então a Faraó o golpe seguinte, “uma saraiva muito forte”, e aqui a Bíblia registra pela primeira vez que alguns dentre os servos de Faraó temem a palavra de Deus e agem em conformidade com ela. O oitavo e nono golpes uma invasão de gafanhotos e uma escuridão sombria vêm em rápida sucessão, e o obstinado e furioso Faraó ameaça a Moisés de morte se este procurar ver a sua face outra vez. 9:18.

A Páscoa e o golpe contra os primogênitos (11:1-13:16). Deus então declara: “Vou trazer mais uma praga sobre Faraó e sobre o Egito” a morte dos primogênitos. (11:1) Ordena que o mês de abibe seja o primeiro mês para Israel. No 10º dia, eles têm de tomar um cordeiro ou um cabrito macho de um ano de idade, sem mácula e no 14º dia, abatê-lo. Naquela noitinha têm de pegar o sangue do animal e esparrinhá-lo sobre as duas ombreiras e sobre a verga da porta, e daí permanecer dentro de casa e comer o animal assado, do qual nenhum osso deve ser quebrado. Não devem ter fermento dentro de casa, e precisam comer às pressas, vestidos e preparados para a jornada. A Páscoa é para servir de recordação, uma festividade para Deus através de suas gerações. Esta será seguida pela Festividade dos Pães Não Fermentados, de sete dias. O significado de tudo isso deve ser plenamente ensinado a seus filhos. (Mais tarde, Deus dá instruções adicionais sobre estas festividades e ordena que todos os primogênitos de Israel, tanto dos homens como dos animais, sejam santificados a ele.)
Israel faz conforme Deus ordena. Daí, sobrevém o desastre! À meia-noite, Deus mata todos os primogênitos do Egito, passando por alto e libertando os primogênitos de Israel. “Saí do meio do meu povo”, grita Faraó. E ‘os egípcios começam a pressionar o povo’ para que saia rapidamente. (12:31, 33) Os israelitas não saem de mãos vazias, pois pedem aos egípcios, e recebem, artigos de prata e de ouro, bem como roupas. Marcham para fora do Egito em formação de batalha, em número de 600.000 varões vigorosos, junto com suas famílias e grande grupo misto de não-israelitas, bem como grande número de animais. Isto marca o fim dos 430 anos desde que Abraão cruzou o Eufrates para entrar na terra de Canaã. Esta é, deveras, uma noite digna de ser comemorada. Êx.12:40, segunda nota; Gál. 3:17.

O nome de Deus é santificado no mar Vermelho (13:17-15:21). Guiando-os de dia por meio duma coluna de nuvem e de noite por meio duma coluna de fogo, Deus conduz Israel para fora pelo caminho de Sucote. Faraó mais uma vez fica obstinado, perseguindo-os com seus selecionados carros de guerra e, segundo ele imagina, encurralando-os no mar Vermelho. Moisés revigora o povo, dizendo: “Não tenhais medo. Mantende-vos firmes e vede a salvação da parte de Deus, que ele realizará hoje para vós.” (14:13) Deus faz então que o mar recue, formando um corredor de escape, pelo qual Moisés conduz com segurança os israelitas para a margem oriental. As poderosas hostes de Faraó precipitam-se atrás deles e acabam sendo apanhadas e afogadas nas águas que voltam. Que santificação culminante do nome de Deus! Que grande motivo para regozijar-se nele! Esse regozijo é então expresso no primeiro grande cântico de vitória da Bíblia: “Cante eu a Deus, porque ficou grandemente enaltecido. Lançou no mar o cavalo e seu cavaleiro. Minha força e meu poder é o Senhor, visto que ele me é por salvação. . . . Deus reinará por tempo indefinido, para todo o sempre.” 15:1, 2, 18.

Deus faz o pacto da Lei em Sinai (15:22-34:35). Em estágios sucessivos, conforme guiado por Deus, Israel viaja em direção do Sinai, o monte do verdadeiro Deus. Quando o povo resmunga a respeito das águas amargas de Mara, Deus faz com que a água se torne doce para eles. De novo, quando resmungam por falta de carne e de pão, Deus lhes fornece codornizes, à noitinha, e o adocicado maná, como orvalho no solo, de manhã. Este maná servirá de pão para os israelitas durante os próximos 40 anos. Também, pela primeira vez na história, Deus ordena a observância de um dia de descanso, ou sábado, fazendo com que os israelitas colham duas vezes a quantidade de maná no sexto dia e não o suprindo no sétimo. Produz também água para eles em Refidim, e luta por eles contra Amaleque, ordenando a Moisés que registre Seu julgamento de que Amaleque será completamente eliminado.

O sogro de Moisés, Jetro, traz então a esposa e os dois filhos de Moisés. É agora tempo de melhor organização em Israel, e Jetro contribui com alguns conselhos bons e práticos. Aconselha Moisés a não levar toda a carga sozinho, mas a designar homens capazes e tementes a Deus para julgarem o povo, quais chefes de grupos de mil, de cem, de cinqüenta e de dez. Moisés faz isso, de modo que assim só os casos difíceis lhe são apresentados.

Antes de passarem três meses do Êxodo, Israel acampa no ermo de Sinai. Ali, Deus promete: “E agora, se obedecerdes estritamente à minha voz e deveras guardardes meu pacto, então vos haveis de tornar minha propriedade especial dentre todos os outros povos, pois minha é toda a terra. E vós mesmos vos tornareis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.” O povo promete solenemente: “Tudo o que Deus falou estamos dispostos a fazer.” (19:5, 6, 8) Após um período de santificação para Israel, Deus desce no terceiro dia sobre o monte, fazendo-o fumegar e tremer.

Deus passa então a dar as Dez Palavras ou Dez Mandamentos (Ex.20). Estes frisam a devoção exclusiva a Deus, proibindo outros deuses, a adoração de imagens e tomar o nome de Deus indignamente. Ordena-se aos israelitas a prestar serviços seis dias e, daí, guardar um sábado a Deus, e a honrar pai e mãe. Leis contra o assassinato, o adultério, o furto, o falso testemunho e a cobiça completam as Dez Palavras. Daí, Deus apresenta-lhes decisões judiciais, instruções para a nova nação, abrangendo escravidão, assalto, ferimentos, compensação, roubo, danos causados por incêndio, adoração falsa, sedução, maltratar viúvas e órfãos, empréstimos, e muitos outros assuntos. São dadas as leis sobre o sábado e providenciam-se três festividades anuais para a adoração de Deus. Moisés escreve a seguir as palavras de Deus, oferecem-se sacrifícios e metade do sangue é aspergido sobre o altar. O livro do pacto é lido ao povo e, quando este novamente atesta sua disposição de obedecer, o restante do sangue é aspergido sobre o livro e todo o povo. Deste modo, Deus faz o pacto da Lei com Israel, através do mediador Moisés. Heb. 9:19, 20.

A seguir, Moisés vai a Deus, no monte, para receber a Lei. Durante 40 dias e noites, ele recebe muitas instruções sobre materiais para o tabernáculo, pormenores de sua mobília, especificações detalhadas sobre o próprio tabernáculo e o modelo para as vestes sacerdotais, incluindo a lâmina de ouro puro, com a inscrição “A santidade pertence a Deus”, sobre o turbante de Arão. A investidura e o serviço do sacerdócio são pormenorizados, e faz-se lembrar a Moisés que o sábado será um sinal entre Deus e os filhos de Israel “por tempo indefinido”. Moisés recebe então as duas tábuas do Testemunho, inscritas pelo “dedo de Deus”. Êx. 28:36; 31:17, 18.

No ínterim, o povo se impacienta e pede a Arão que faça um deus que vá adiante deles. Arão consente, fazendo um bezerro de ouro, que o povo adora no que Arão chama de “festividade para Deus”. (32:5) Deus fala de exterminar a Israel, mas Moisés intercede pelo povo, embora despedace as tábuas na sua própria ira ardente. Os filhos de Levi tomam então o lado da adoração pura, matando a 3.000 dos foliões. Deus também traz praga sobre eles. Depois que Moisés implora a Deus para que este continue a guiar seu povo, diz-se-lhe que obterá um vislumbre da glória de Deus, e ele é instruído a lavrar duas tábuas adicionais em que Deus escreverá outra vez as Dez Palavras. Quando Moisés sobe ao monte pela segunda vez, Deus declara-lhe então o nome de Deus, à medida que Ele vai passando: “o SENHOR, Deus misericordioso e clemente, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência e em verdade, preservando a benevolência para com milhares.” (34:6, 7) Daí, declara os termos de seu pacto, e Moisés o escreve, conforme o temos hoje em Êxodo. Quando Moisés desce novamente do monte Sinai, a pele de seu rosto emite raios, por causa da glória revelada de Deus. Por causa disso, ele tem de pôr um véu sobre o rosto. 2 Cor. 3:7-11.

A construção do tabernáculo (35:1-40:38). Moisés convoca então a Israel e transmite as palavras de Deus, dizendo-lhes que os de coração disposto têm o privilégio de contribuir para o tabernáculo e os de coração sábio o privilégio de trabalhar nele. Pouco depois, Moisés é informado: “O povo está trazendo muito mais do que o serviço requer para a obra que Deus mandou fazer.” (36:5) Sob a direção de Moisés, trabalhadores cheios do Espírito de Deus passam a edificar o tabernáculo e a fazer os acessórios dele e todas as vestes dos sacerdotes. Um ano depois do Êxodo, completa-se o tabernáculo, que é erigido na planície diante do monte Sinai. Deus revela a sua aprovação, cobrindo a tenda da reunião com a sua nuvem, e enchendo o tabernáculo com a sua glória, de modo que Moisés não consegue entrar na tenda. Esta mesma nuvem de dia, e um fogo de noite, indicam que Deus guia a Israel durante todas as suas viagens. Termina aqui o registro de Êxodo, sendo o nome de Deus gloriosamente santificado mediante as Suas obras maravilhosas, realizadas a favor de Israel.

POR QUE É PROVEITOSO PARA NÓS 
Êxodo revela-nos de modo preeminente a Deus como o grande Libertador, Organizador e Cumpridor de seus propósitos magníficos, e firma a nossa fé nele. Tal fé aumenta ao passo que estudamos as muitas referências a Êxodo nas Escrituras Gregas Cristãs, indicando o cumprimento de muitas características do pacto da Lei, a garantia da ressurreição, a provisão de Deus de sustentar seu povo, e precedentes para as obras cristãs de assistência, conselhos sobre consideração pelos pais e os requisitos para se ganhar a vida, e como encarar a justiça retributiva. Por fim, a Lei foi resumida em dois mandamentos sobre mostrar amor a Deus e ao próximo. Mat. 22:32 Êx.4:5; João 6:31-35 e 2 Cor. 8:15Êx. 16:4, 18; Mat. 15:4 e Efé. 6:2Êx. 20:12; Mat. 5:26, 38, 39 Êx. 21:24; Mat. 22:37-40.

Em Hebreus 11:23-29, lemos sobre a fé de Moisés e seus pais. Pela fé partiu do Egito, pela fé celebrou a Páscoa e pela fé conduziu a Israel através do mar Vermelho. Os israelitas foram batizados em Moisés e comeram alimento espiritual e beberam bebida espiritual. Aguardavam a rocha espiritual, o Cristo, mas, ainda assim, não obtiveram a aprovação de Deus, pois puseram Deus à prova e tornaram-se idólatras, fornicadores e murmuradores. Paulo explica que isto tem aplicação para os cristãos hoje: “Ora, estas coisas lhes aconteciam como exemplos e foram escritas como aviso para nós, para quem já chegaram os fins dos sistemas de coisas. Conseqüentemente, quem pensa estar de pé, acautele-se para que não caia.” 1 Cor. 10:1-12; Heb. 3:7-13.
Grande parte do profundo significado espiritual de Êxodo, juntamente com sua aplicação profética, é fornecida nos escritos de Paulo, especialmente em Hebreus, capítulos 9 e 10. “Pois, visto que a Lei tem uma sombra das boas coisas vindouras, mas não a própria substância das coisas, os homens nunca podem, com os mesmos sacrifícios que oferecem continuamente, de ano em ano, aperfeiçoar os que se aproximam.” (Heb. 10:1) Estamos, pois, interessados em conhecer a sombra e entender a realidade. Cristo “ofereceu um só sacrifício pelos pecados, perpetuamente”. Ele é descrito como “o Cordeiro de Deus”. Nenhum osso deste “Cordeiro” foi quebrado, como também não foi no prefigurativo. O apóstolo Paulo comenta: “Cristo, a nossa páscoa, já tem sido sacrificado. Conseqüentemente, guardemos a festividade, não com o velho fermento, nem com o fermento de maldade e iniqüidade, mas com os pães não fermentados da sinceridade e da verdade.” Heb. 10:12; João 1:29 e 19:36 Êx.12:46; 1Cor.5:7, 8 Êx. 23:15.

Jesus tornou-se Mediador dum novo pacto, assim como Moisés fora mediador do pacto da Lei. O contraste entre estes pactos é também explicado claramente pelo apóstolo Paulo, que fala do ‘documento manuscrito de decretos’, que foi tirado do caminho mediante a morte de Jesus na cruz. O Jesus ressuscitado, qual Sumo Sacerdote, é “servidor público do lugar santo e da verdadeira tenda, que Deus erigiu, e não algum homem”. Os sacerdotes sob a Lei prestavam “serviço sagrado numa representação típica e como sombra das coisas celestiais”, segundo o modelo que fora dado por Moisés. “Mas, Jesus obteve agora um serviço público mais excelente, de modo que ele é também o mediador dum pacto correspondentemente melhor, que foi estabelecido legalmente em promessas melhores.” O antigo pacto tornou-se obsoleto e foi eliminado como código que administrava a morte. Os judeus que não entendiam isso são descritos como tendo suas percepções embotadas, mas, os crentes que entendem que o Israel espiritual está sob o novo pacto podem ‘com rostos desvelados refletir como espelhos a glória de Deus’, estando adequadamente habilitados como ministros do pacto. Com a consciência purificada, estes podem oferecer seu próprio “sacrifício de louvor, isto é, a declaração pública do seu nome”. Col. 2:14; Heb. 8:1-6, 13; 2 Cor. 3:6-18; Heb. 13:15; Êx.34:27-35.

Êxodo magnifica o nome e a soberania de Deus, apontando para a gloriosa libertação da nação cristã, o Israel espiritual, a quem se diz: “Vós sois ‘raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo para propriedade especial, para que divulgueis as excelências’ daquele que vos chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz. Porque vós, outrora, não éreis povo, mas agora sois povo de Deus.” O poder de Deus, segundo demonstrado em ajuntar seu Israel espiritual, tirando-o do mundo, a fim de engrandecer o seu nome, não é menos milagroso do que o poder que demonstrou a favor de seu povo no antigo Egito.

Por conseguinte, podemos dizer, à base das Escrituras, que a nação formada sob a direção de Moisés apontava para uma nova nação que seria formada sob a direção de Cristo, e para um reino que nunca será abalado. Por isso, somos incentivados a ‘prestar a Deus serviço sagrado com temor piedoso e espanto reverente’. Assim como a presença de Deus cobria o tabernáculo no ermo, da mesma forma ele promete estar eternamente presente entre os que o temem: “Eis que a tenda de Deus está com a humanidade, e ele residirá com eles e eles serão os seus povos. E o próprio Deus estará com eles... Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.” Êxodo é deveras parte essencial e proveitosa do registro da Bíblia. Êx. 19:16-19 Heb. 12:18-29; Êx. 40:34 Ap. 21:3, 5.

Estudo bíblico - Livro de Gênesis


Graça e Paz, no dia 15 do corrente mês, iniciamos o desafio de leitura bíblica, no qual em um ano teremos lido toda a bíblia sagrada, visto que amanhã (27/01) terminamos o primeiro livro da bíblia, lançamos hoje uma série de estudos sobre os livros da bíblia, começando pelo livro de Gênesis, amanhã lançaremos sobre o livro de Êxodo, e de acordo com o fim da leitura de cada livro, lançaremos o estudo seguinte, esperamos que todos sejamos edificados. Segue o estudo abaixo:

Gênesis (Gn)
 
Primeiro livro do Pentateuco (palavra grega para “cinco rolos” ou “volume quíntuplo”). “Gênesis” (que significa “Origem; Nascimento”) é o nome dado pela Septuaginta grega ao primeiro destes livros, ao passo que seu título hebraico Bere´·shíth (No Princípio) é tirado da primeira palavra na sua sentença inicial.

Quando e Onde Foi Escrito. O livro de Gênesis, evidentemente, fazia parte do único escrito original (a Tora [Lei ou livro da lei de Moisés]), e foi possivelmente terminado por Moisés no ermo de Sinai. Depois de Gênesis 1:1, 2 (concernente à criação dos céus e da terra) abrange o período desde a criação do homem até o ano em que José faleceu. A data tradicional do êxodo do Egito se encontra no meio do décimo quinto século aC. 1Reis 6:1 afirma que Salomão começou a construir o templo "no ano quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito". Entende-se que Salomão tenha iniciado a construção em cerca de 960 aC., datando assim o êxodo em 1440 a.C., durante os quarenta anos no deserto. Jos. 23:6; Esd 6:18.

Imagine apanhar um livro de apenas 50 curtos capítulos e encontrar nas primeiras páginas o único relato exato da história mais primitiva do homem, e um registro que mostra a relação do homem com Deus, seu Criador, bem como com a terra e suas miríades de criaturas! Nessas poucas páginas obtém-se, além disso, uma penetrante visão dos propósitos de Deus em colocar o homem sobre a terra. Lendo um pouco mais além, descobre-se por que o homem morre e o motivo da sua atual situação dificultosa, e obtém-se esclarecimento com relação à real base para fé e esperança, até mesmo com relação à identificação do instrumento de Deus para a libertação a Semente da promessa. O notável livro que contém tudo isso é Gênesis, o primeiro dos 66 livros da Bíblia.

Deus é o Autor da Bíblia, mas ele inspirou Moisés a escrever o livro de Gênesis. De onde obteve Moisés as informações que registrou em Gênesis? Algumas talvez tenham sido obtidas diretamente por revelação divina, por transmissão oral. É possível também que Moisés possuísse documentos escritos preservados por seus antepassados como valiosos registros sobre as origens da humanidade.

Não resta dúvida quanto a quem escreveu Gênesis. “O livro da lei de Moisés” e referências similares aos cinco primeiros livros da Bíblia, dos quais Gênesis é um, são encontradas muitas vezes a partir dos dias de Josué, sucessor de Moisés. De fato, há cerca de 200 referências a Moisés em 27 dos livros posteriores da Bíblia. Nunca os judeus contestaram que Moisés fosse o escritor. As Escrituras Gregas Cristãs mencionam freqüentemente Moisés como sendo o escritor da “lei”, sendo o testemunho culminante o de Jesus Cristo. Moisés escreveu sob ordem direta de Deus e sob Sua inspiração. Êxo. 17:14; 34:27; Jos. 8:31; Dan. 9:13; Luc. 24:27, 44.

Alguns cépticos perguntam: Mas como é que Moisés e seus predecessores sabiam escrever? Não foi a escrita um desenvolvimento humano posterior? A arte da escrita evidentemente teve seu início cedo na história humana, talvez antes do Dilúvio dos dias de Noé. Existe alguma evidência quanto à habilidade primitiva do homem de escrever? Embora seja verdade que os arqueólogos têm atribuído datas anteriores a 2370 aC para certas tabuinhas de argila que escavaram, tais datas são meras conjecturas. Contudo, deve-se notar que a Bíblia mostra claramente que a construção de cidades, o desenvolvimento de instrumentos musicais e a forja de ferramentas de metal tiveram início bem antes do Dilúvio. (Gên. 4:17, 21, 22) É razoável, pois, concluir que os homens teriam pouca dificuldade em desenvolver um método de escrita.

Em muitos outros aspectos, Gênesis provou-se surpreendentemente coerente com os fatos provados. Só Gênesis dá um relato verídico e realístico do Dilúvio e de seus sobreviventes, embora os relatos sobre um dilúvio e sobrevivência de humanos (em muitos casos por terem sido preservados num barco) se encontrem nas lendas de muitos ramos da família humana. O relato de Gênesis localiza também o começo das moradas dos diferentes ramos da humanidade, originando-se dos três filhos de Noé Sem, Cã e Jafé. Diz o Dr. Melvin G. Kyle, do Seminário Teológico de Xenia, Missouri, EUA: “Que, dum ponto central, em alguma parte da Mesopotâmia, o ramo camítico da raça migrou para o sudoeste, o ramo jafético para o noroeste e o ramo semítico ‘em direção do leste’, para a ‘terra de Sinear’, é incontestável.”

A autenticidade de Gênesis como parte do registro divino é demonstrada também pela sua harmonia interna, bem como sua completa concordância com o restante das Escrituras inspiradas. A sua franqueza denota um escritor que temia a Deus e amava a verdade, e escrevia sem hesitar sobre os pecados tanto da nação de Israel como das pessoas preeminentes nela. Acima de tudo, a exatidão invariável com que as suas profecias se cumpriram, conforme será demonstrado mais para o fim deste capítulo, marca Gênesis como exemplo notável de escrita inspirada por Deus. Gên. 9:20-23; 37:18-35; Gál. 3:8, 16.

CONTEÚDO DE GÊNESIS 

A criação dos céus e da terra, e a preparação da terra para habitação humana (Gênesis 1:1-2:25). Gênesis começa com impressionante simplicidade: “No princípio Deus criou os céus e a terra.” Significativamente, esta sentença inicial identifica a Deus como sendo o Criador e sua criação material como sendo os céus e a terra. Com palavras majestosas e bem-escolhidas, o primeiro capítulo passa a fazer um relato geral sobre a obra criativa no tocante à terra. Isto se realiza em seis períodos, chamados de dias, cada qual começando com noitinha, quando a obra criativa daquele período é indefinida, e terminando no brilho da manhã, quando a glória da obra criativa torna-se claramente manifesta. Em “dias” sucessivos aparecem a luz, a expansão da atmosfera, a terra seca e a vegetação, os luzeiros para separar o dia e a noite, os peixes e as aves, os animais terrestres e, por fim, o homem. Deus dá a conhecer aqui a sua lei que governa as espécies, a barreira intransponível que impossibilita uma espécie evoluir em outra. Tendo feito o homem à Sua própria imagem, Deus anuncia seu propósito triplo para com o homem na terra: enchê-la de uma prole justa, subjugá-la e ter em sujeição a criação animal. O sétimo “dia” é abençoado e declarado sagrado por Deus, que passa então a ‘descansar de todas as suas obras que tem feito’. A seguir o relato fornece uma vista de perto, ou ampliada, da obra criativa de Deus relativa ao homem. Descreve o jardim do Éden e sua localização, declara a lei de Deus sobre a árvore proibida, fala sobre Adão dar nome aos animais e daí a respeito de Deus providenciar o primeiro casamento, formando uma esposa do próprio corpo de Adão e trazendo-a a este.

O pecado e a morte entram no mundo; predito o “descendente” (semente) como libertador (3:1-5:5). A mulher come do fruto proibido e persuade seu marido a unir-se a ela em rebelião e, assim, o Éden fica profanado pela desobediência. Deus imediatamente indica o meio pelo qual seu propósito será realizado: “E Deus passou a dizer à serpente [Satanás, o instigador invisível da rebelião]: ‘ . . . E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre o teu descendente [literalmente: semente] e o seu descendente. Ele te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar.’” (3:14, 15) O homem é expulso do jardim, passando a viver em dor e labuta suada entre espinhos e abrolhos. Por fim, tem de morrer e retornar ao solo do qual fora tirado. Só a sua prole pode ter esperança na Semente prometida.

As devastações do pecado continuam fora do Éden. Caim, o primeiro filho varão nascido, torna-se o assassino de seu irmão Abel, fiel servo de Deus. Deus proscreve a Caim para a terra da Fuga, onde ele produz uma geração que mais tarde é exterminada pelo Dilúvio. Adão tem então mais um filho, Sete, que se torna pai de Enos; nessa época, os homens começam a invocar o nome de Deus hipocritamente. Adão morre aos 930 anos de idade.

Homens iníquos arruínam a terra; Deus traz o Dilúvio (5:6-11:9). Dá-se aqui a genealogia através de Sete. Entre estes descendentes de Sete destacam-se Enoque, que santifica o nome de Deus “andando com o verdadeiro Deus”. (5:22) O próximo homem de fé notável é o bisneto de Enoque: Noé. Nessa época, ocorre algo que aumenta a violência na terra. Filhos de Deus se casam com as lindas filhas dos homens. Essa coabitação não-autorizada produz uma raça híbrida de gigantes conhecidos por nefilins (que significa “Derrubadores”), que fazem um nome, não para Deus, mas para si mesmos. Portanto, Deus anuncia a Noé que eliminará os homens e os animais por causa da contínua maldade da humanidade. Só Noé acha favor diante de Deus.

Noé torna-se pai de Sem, Cã e Jafé. Ao passo que a violência e a ruína persistem na terra, Deus revela a Noé que está prestes a santificar o Seu nome mediante um grande dilúvio e manda que Noé construa uma arca de preservação, dando-lhe planos pormenorizados da construção. Noé obedece prontamente, reúne dentro da arca a sua família de oito pessoas, juntamente com animais e aves; daí, no 600° ano de sua vida, começa o Dilúvio. O aguaceiro continua por 40 dias, sendo que mesmo os altos montes ficam cobertos por até 15 côvados (quase 7 metros) de água. Depois de um ano, quando Noé finalmente pode conduzir sua família para fora da arca, seu primeiro ato é oferecer um grande sacrifício de agradecimento a Deus.

Deus então profere uma bênção sobre Noé e sua família e ordena-lhes que encham a terra com sua descendência. O decreto de Deus permite comerem carne, mas exige abstinência do sangue, que é a alma, ou vida, da carne, e exige a execução de homicidas. O pacto de Deus de nunca mais trazer um dilúvio sobre a terra é confirmado com o aparecimento do arco-íris no céu. Mais tarde, Cã mostra desrespeito pelo profeta de Deus, Noé. Este, ao ficar sabendo disso, amaldiçoa a Canaã, filho de Cã, mas acrescenta uma bênção que mostra que Sem será especialmente favorecido e que Jafé também será abençoado. Noé morre aos 950 anos de idade.

Os três filhos de Noé executam a ordem de Deus de multiplicar-se, produzindo 70 famílias, os progenitores da atual raça humana. Ninrode, neto de Cã, não é incluído nesta relação, evidentemente porque torna-se “poderoso caçador em oposição a Deus”. (10:9) Ele funda um reino e começa a edificar cidades. Nessa época, toda a terra fala uma só língua. Os homens, em vez de se espalharem sobre a terra, para a povoarem e a cultivarem, decidem construir uma cidade e uma torre com o cume nos céus, para fazerem um nome célebre para si mesmos. No entanto, Deus frustra a intenção deles confundindo-lhes a língua e, assim, os espalha. A cidade é chamada de Babel (que significa “Confusão”).

Os tratos de Deus com Abraão (11:10-25:26). Traça-se a importante linhagem de descendentes de Sem até o filho de Tera, Abrão, fornecendo-se também os elos cronológicos. Em vez de procurar fazer um nome para si mesmo, Abrão exerce fé em Deus. Aos 75 anos de idade, ele parte da cidade caldéia de Ur, às ordens de Deus, cruza o Eufrates a caminho da terra de Canaã, invocando o nome de Deus. Por causa de sua fé e obediência, chega a ser chamado de “amigo [apreciador] de Deus”, e Deus faz seu pacto com ele. (Tia. 2:23; 2 Crô. 20:7; Isa. 41:8) Deus protege a Abrão e sua esposa durante uma breve estada no Egito. De volta a Canaã, Abrão mostra sua generosidade e pacificidade, permitindo que seu sobrinho e co-adorador Ló selecione a melhor parte da terra. Mais tarde, socorre a Ló das mãos de quatro reis que o capturaram. Daí, retornando da luta, Abrão encontra Melquisedeque, rei de Salém, que, como sacerdote de Deus, abençoa a Abrão, e Abrão lhe paga dízimos.

Mais tarde Deus aparece a Abrão, anunciando ser Ele o escudo de Abrão e amplia sua promessa pactuada revelando que numericamente a semente de Abrão tornar-se-á como as estrelas do céu. Abrão é informado de que sua semente sofrerá aflição por 400 anos, mas será libertada por Deus, com julgamento contra a nação causadora da aflição. Quando Abrão atinge 85 anos, sua esposa Sarai, ainda sem filhos, lhe dá Agar, sua serva egípcia, para que ele tenha um filho por meio dela. Nasce Ismael, que é considerado o possível herdeiro. Mas, as intenções de Deus são outras. Quando Abrão atinge 99 anos, Deus troca-lhe o nome para Abraão, e o de Sarai para Sara, e promete que Sara dará à luz um filho. Dá-se o pacto da circuncisão a Abraão, e ele imediatamente circuncida os de sua casa.

A seguir, Deus anuncia a seu amigo Abraão a sua determinação de destruir Sodoma e Gomorra, por causa do grande pecado delas. Os anjos de Deus avisam a Ló e ajudam-no a fugir de Sodoma, junto com a esposa e duas filhas. A esposa, porém, demorando-se ao olhar com anelo para as coisas deixadas atrás, transforma-se em coluna de sal. As filhas de Ló, para terem descendência, embriagam o pai com vinho e, mediante relação sexual com ele, dão à luz dois filhos, que se tornam os pais das nações de Moabe e de Amom.

Deus protege a Sara de ser contaminada por Abimeleque, dos filisteus. Nasce o herdeiro prometido, Isaque, quando Abraão tem 100 anos e Sara cerca de 90. Uns cinco anos depois, Ismael, zomba de Isaque, o herdeiro, resultando em Agar e Ismael serem despedidos, com a aprovação de Deus. Alguns anos depois, Deus prova a Abraão, mandando que sacrifique seu filho Isaque num dos montes de Moriá. A grande fé de Abraão em Deus não vacila. Ele tenta oferecer seu filho e herdeiro, mas Deus o detém, suprindo-lhe um carneiro como sacrifício substituto. Deus mais uma vez confirma sua promessa a Abraão, dizendo que multiplicará a semente de Abraão como as estrelas do céu e os grãos de areia da praia. Revela que essa semente tomará posse do portão de seus inimigos, e que todas as nações da terra certamente serão abençoadas por meio da Semente.

Sara morre aos 127 anos de idade e é sepultada num campo que Abraão compra dos filhos de Hete. Abraão envia então o principal servo de sua casa para obter uma esposa para Isaque, do país de seus parentes. Deus conduz o servo à família de Betuel, filho de Naor, e fazem-se planos para que Rebeca retorne com ele. Rebeca vai de bom grado, com a bênção de sua família, e torna-se esposa de Isaque. Abraão, por sua vez, toma outra esposa, Quetura, que lhe dá à luz seis filhos. Contudo, ele dá-lhes presentes e os despede, fazendo de Isaque seu único herdeiro. Daí, aos 175 anos, Abraão morre.

Conforme Deus predissera, o irmão consangüíneo de Isaque, Ismael, torna-se pai duma grande nação, fundada sobre seus 12 filhos-maiorais. Por 20 anos Rebeca é estéril, mas Isaque roga continuamente a Deus, e ela dá à luz gêmeos, Esaú e Jacó, a respeito de quem Deus lhe dissera que o mais velho serviria ao mais novo. Isaque tem então 60 anos de idade.

Jacó e seus 12 filhos (25:27-37:1). Esaú torna-se entusiasta da caça. Deixando de ter apreço pelo pacto feito com Abraão, ele volta da caçada certo dia e vende seu direito de primogenitura a Jacó por um mero bocado de cozido. Além disso, casa-se com duas mulheres hititas (e mais tarde com uma ismaelita), que se tornam uma fonte de amargura para os pais dele. Ajudado por sua mãe, Jacó se disfarça, fazendo-se passar por Esaú, a fim de receber a bênção de primogênito. Esaú, que não havia revelado a Isaque que vendera o direito de primogenitura, planeja então matar Jacó ao saber o que este fizera, de modo que Rebeca aconselha Jacó a fugir para Harã, para o irmão dela, Labão. Antes de Jacó partir, Isaque o abençoa mais uma vez e instrui-o a não tomar esposa pagã, mas sim a alguém da família de sua mãe. Em Betel, a caminho de Harã, Deus lhe aparece num sonho, reanima-o e confirma-lhe a promessa pactuada feita em relação com ele.

Em Harã, Jacó trabalha para Labão, casa-se com as duas filhas deste, Léia e Raquel. Embora este casamento polígamo lhe seja causado por meio dum truque de Labão, Deus abençoa-o, dando a Jacó 12 filhos e uma filha mediante as esposas e as duas servas delas, Zilpa e Bila. Deus cuida que os rebanhos de Jacó aumentem grandemente, e daí instrui-o a retornar para a terra de seus antepassados. É perseguido por Labão, mas eles fazem um pacto no lugar chamado Galeede e A Torre de Vigia (hebraico, ham·Mits·páh). Prosseguindo a sua jornada, os anjos reanimam a Jacó e ele luta durante a noite com um anjo, que, por fim, abençoa-o e muda-lhe o nome de Jacó para Israel. Jacó providencia pacificamente um encontro com Esaú e viaja para Siquém. Ali, sua filha Diná é violentada pelo filho do chefe heveu. Os irmãos dela, Simeão e Levi, vingam-se, matando os homens de Siquém. Isto desagrada a Jacó, pois dá a ele, representante de Deus, má fama no país. Deus lhe diz para ir a Betel para erigir ali um altar. Na penosa viagem saindo de Betel, Raquel morre ao dar à luz para Jacó seu 12° filho, Benjamim. Rubem violenta a serva de Raquel, Bila, mãe de dois filhos de Jacó e, por isso, perde o direito de primogenitura. Pouco depois, Isaque morre aos 180 anos de idade, e Esaú e Jacó o sepultam.

Esaú e sua família mudam-se para a região montanhosa de Seir, e a grande riqueza acumulada de Esaú e de Jacó impede-os de continuarem a morar juntos. Fornece-se a lista da descendência de Esaú, bem como a dos xeques e dos reis de Edom. Jacó continua a morar em Canaã.

Para o Egito a fim de preservar a vida (37:2-50:26). Devido ao favor de Deus e a certos sonhos que ele faz que José tenha, os seus irmãos mais velhos chegam a odiá-lo. Tramam matá-lo, mas, em vez disso, vendem-no a certos mercadores ismaelitas de passagem. Mergulhando a roupa listrada de José no sangue dum bode, apresentam-na a Jacó como prova de que o jovem de 17 anos fora morto por uma fera. José é levado para o Egito e vendido a Potifar, chefe da guarda de Faraó.

O capítulo 38 faz uma breve digressão para relatar o nascimento de Peres, filho de Tamar, que, por estratégia, faz com que Judá, seu sogro, realize o casamento que deveria ser realizado pelo filho dele com ela. Este relato frisa mais uma vez o extremo cuidado com que as Escrituras registram cada ocorrência que conduz à produção da Semente da promessa. O filho de Judá, Peres, torna-se um dos antepassados de Jesus. Luc. 3:23, 33.

No ínterim, Deus abençoa José no Egito, e José torna-se grande na casa de Potifar. Contudo, as dificuldades o perseguem quando se recusa a vituperar o nome de Deus, não consentindo em fornicar com a esposa de Potifar, e ele é falsamente acusado e lançado na prisão. Ali é usado por Deus na interpretação dos sonhos de dois companheiros de prisão, o copeiro e o padeiro de Faraó. Mais tarde, quando Faraó tem um sonho que o deixa muito preocupado, a habilidade de José lhe é trazida à atenção, de modo que é imediatamente levado da masmorra na prisão à presença de Faraó. Dando o crédito a Deus, José interpreta o sonho predizendo sete anos de fartura a serem seguidos de sete anos de fome. Faraó reconhece “o Espírito de Deus” sobre José, e nomeia-o primeiro-ministro para cuidar da situação. (Gên. 41:38) José, agora com 30 anos de idade, administra sabiamente, armazenando alimentos durante os sete anos de fartura. Daí, durante a fome mundial que se segue, ele vende os cereais aos povos do Egito e de outras nações que vêm ao Egito em busca de alimento.

Com o tempo, Jacó envia seus dez filhos mais velhos ao Egito em busca de cereais. José reconhece-os, mas eles não. Retendo a Simeão como refém, José exige que tragam seu irmão mais jovem na próxima viagem em busca de cereais. Quando os nove filhos retornam com Benjamim, José se revela, expressa seu perdão aos dez culpados e os instrui a trazerem Jacó e a se mudarem para o Egito, para o bem deles durante a fome. Concordemente, Jacó, junto com 66 descendentes, muda-se para o Egito. Faraó dá-lhes a melhor terra, a terra de Gósen, para ali residirem.

Quando Jacó se aproxima da morte, abençoa a Efraim e a Manassés, os filhos de José, e daí chama junto de si a seus próprios 12 filhos para lhes dizer o que lhes sucederá “na parte final dos dias”. (49:1) Ele dá então, em pormenores, uma série de profecias, todas elas tendo tido desde então um cumprimento notável. Ele prediz que o cetro do domínio permanecerá na tribo de Judá até a vinda de Siló (que significa “Aquele de Quem É”; Aquele a Quem Pertence”), a prometida Semente. Depois de assim abençoar os cabeças das 12 tribos, e de dar ordens sobre seu próprio enterro futuro na Terra da Promessa, Jacó morre à idade de 147 anos. José continua a cuidar de seus irmãos e da família deles até à sua própria morte, à idade de 110 anos, tempo em que expressa sua fé no sentido de que Deus levará outra vez Israel para sua terra, e pede que também seus ossos sejam levados para aquela Terra da Promessa.

TIRANDO PROVEITO PARA OS NOSSOS DIAS 

Como princípio da Palavra inspirada de Deus, Gênesis é de proveito inestimável para apresentar os gloriosos propósitos de Deus. Que base fornece para o entendimento dos livros posteriores da Bíblia! Na sua ampla abrangência, descreve o começo e o fim do mundo justo no Éden, o desenvolvimento e o fim desastroso do primeiro mundo de pessoas ímpias, e o surgimento do atual mundo perverso. Destacadamente, estabelece o tema da Bíblia inteira, a saber, a vindicação do nome de Deus mediante o Reino regido pela prometida “semente”. Mostra por que o homem morre. De Gênesis 3:15 em diante e especialmente no registro dos tratos de Deus com Abraão, Isaque e Jacó apresenta a esperança de vida sob o Reino da Semente. É proveitoso ao indicar o objetivo correto para todos os da humanidade o de serem íntegros e santificarem o nome de Deus. Rom. 5:12, 18; Heb. 11:3-22, 39, 40; 12:1; Mat. 22:31, 32.

As Escrituras Gregas Cristãs fazem referência a cada um dos principais eventos e pessoas registrados no livro de Gênesis. Ademais, conforme demonstrado em todas as Escrituras, as profecias registradas em Gênesis cumpriram-se infalivelmente. Uma dessas, os “quatrocentos anos” de aflição sobre a semente de Abrão, começou quando Ismael zombou de Isaque, e terminou com a libertação do cativeiro no Egito. Exemplos de outras profecias significativas e de seu cumprimento são apresentados na tabela acompanhante. São também de imenso proveito na edificação da fé e do entendimento os princípios divinos declarados pela primeria vez em Gênesis. Os profetas da antiguidade, bem como Jesus e seus discípulos, fizeram freqüentes referências e aplicações de passagens do livro de Gênesis. Faremos bem em seguir o exemplo deles, e o estudo da tabela acompanhante será de ajuda nisso.

Gênesis revela mui claramente a vontade e o propósito de Deus concernentes a casamento, relação apropriada entre marido e esposa e princípios de chefia e treinamento familiar. O próprio Jesus recorreu a essas informações, citando tanto o primeiro como o segundo capítulo de Gênesis numa só declaração: “Não lestes que aquele que os criou desde o princípio os fez macho e fêmea, e disse: ‘Por esta razão deixará o homem seu pai e sua mãe, e se apegará à sua esposa, e os dois serão uma só carne’?” (Mat. 19:4, 5; Gên. 1:27; 2:24) O registro de Gênesis é essencial para fornecer a genealogia da família humana e também para calcular o tempo que o homem tem estado na terra.Gên.caps.5,7,10,11.

É também de real proveito para o estudante das Escrituras o estudo da sociedade patriarcal que Gênesis possibilita. A sociedade patriarcal era a forma de governo familiar de comunidade que operava entre o povo de Deus desde os dias de Noé até que a Lei foi dada no monte Sinai. Muitos dos pormenores incorporados no pacto da Lei já eram praticados na sociedade patriarcal. Princípios como o mérito comunal (18:32), a responsabilidade comunal (19:15), a pena capital bem como a santidade do sangue e da vida (9:4-6) e o desagrado de Deus à glorificação de homens (11:4-8) têm influído na humanidade por toda a história. Muitas práticas e termos jurídicos lançam luz sobre eventos posteriores até mesmo nos dias de Jesus. A lei patriarcal que governava a guarda de pessoas e de bens (Gên. 31:38, 39; 37:29-33; João 10:11, 15; 17:12; 18:9) e o modo de transferir bens (Gên. 23:3-18), bem como a lei que regia a herança daquele que recebia o direito de primogênito (48:22), precisam ser entendidas para que se tenha o necessário fundo histórico para adquirir um entendimento claro da Bíblia. Outras práticas da sociedade patriarcal, incorporadas na Lei, foram os sacrifícios, a circuncisão (ordenada primeiro a Abraão), o fazer pactos, o casamento levirato (38:8, 11, 26) e o uso de juramentos para confirmar assuntos. 22:16; 24:3.

Gênesis, o livro inicial da Bíblia, dá muitas lições de integridade, fé, fidelidade, obediência, respeito, boas maneiras e coragem. Alguns exemplos: a fé e a coragem de Enoque em andar com Deus em face de inimigos violentos; a justiça, a qualidade irrepreensível e a implícita obediência de Noé; a fé, a determinação e a perseverança de Abraão, o seu senso de responsabilidade qual chefe de família e instrutor dos mandamentos de Deus a seus filhos, a sua generosidade e amor; a submissão de Sara a seu marido e cabeça, a sua diligência; a brandura de temperamento de Jacó e sua preocupação pela promessa de Deus; a obediência de José a seu pai, sua integridade moral, sua coragem, sua boa conduta na prisão, seu respeito pelas autoridades superiores, sua humildade em dar glória a Deus e perdoar misericordiosamente a seus irmãos; o desejo ardente de todos esses homens de santificar o nome de Deus. Tais características exemplares sobressaem na vida dos que andaram com Deus durante o longo período, desde a criação de Adão até à morte de José, conforme abrangido no livro de Gênesis.

Deveras, o relato de Gênesis é proveitoso para edificar a fé, apresentando tais exemplos magníficos de fé, essa qualidade provada da fé que procura alcançar a cidade edificada e criada por Deus, Seu governo do Reino, que há muito Deus começou a preparar mediante aquele que seria sua Semente da promessa, o principal santificador do grande nome de Deus. Heb. 11:8, 10, 16.

Desafio vamos ler a Bíblia! Dia 12



Graça e Paz, segue abaixo os capítulos para a leitura do dia. Boa Leitura a todos!


Leitura do dia: Gênesis Capítulo 45 a 48

domingo, 25 de janeiro de 2015

Desafio vamos ler a Bíblia! Dia 11


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Leitura do dia: Gênesis Capítulo 41 a 44

sábado, 24 de janeiro de 2015

Desafio vamos ler a Bíblia! Dia 10



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Leitura do dia: Gênesis Capítulo 37 a 40

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Desafio vamos ler a Bíblia! Dia 09



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Leitura do dia: Gênesis Capítulo 33 a 36

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Desafio vamos ler a Bíblia! Dia 08


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Leitura do dia: Gênesis Capítulo 29 a 32

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Encontrado manuscrito mais antigo do Novo testamento

Fragmento estava em máscara de uma múmia
por Jarbas Aragão



Cientistas encontraram a cópia mais antiga de um Evangelho dentro de uma tumba egípcia. O fragmento em papiro do Evangelho de Marcos fazia parte da máscara de uma múmia e foi achada três anos atrás. Porém, somente agora conseguiram comprovar que é autêntico. Trata-se de uma dentre as centenas de documentos analisadas pela equipe de Craig Evans, doutor em Estudos Bíblicos, ligado à Universidade Evangelista de Acadia, no Canadá.
O grupo comandado por Evans reúne mais de 30 especialistas. Oficialmente, este é o manuscrito do Novo Testamento mais antigo de que se tem conhecimento. Testes indicam que ele foi escrito entre o ano 80 e 90 d.C. Até recentemente, as cópias mais antigas eram do segundo século depois de Cristo. A datação do material é realizada utilizando-se o isótopo carbono-14.
O papiro era um material muito caro na época e alguém reutilizou o material na confecção da máscara funerária provavelmente sem saber do que se tratava. Segundo a tradição, o evangelista Marcos escreveu seu evangelho em Roma, seguindo o relato do apóstolo Pedro.
Como essa cópia chegou ao Egito? “No antigo Império Romano, o correio tinha a mesma velocidade de hoje em dia. Uma carta escrita em Roma poderia chegar a um destinatário no Egito poucas semanas depois. Marcos escreveu seu evangelho no final da década de 60 d.C. Logo, seria possível encontrar uma cópia dele no Egito 20 anos depois”, esclarece Evans.
O especialista relata inda que as máscaras funerárias de papiro eram comuns entre a população mais pobre, nada tendo a ver com as luxuosas máscaras de ouro dos faraós. Usando uma técnica delicada, eles eliminam as camadas de tinta, dissolvem a tinta para então ler o conteúdo do material, mesmo após milhares de anos.
“Estamos recuperando vários documentos antigos, do primeiro, do segundo e do terceiro século depois de Cristo. Não apenas documentos bíblicos. Há também textos gregos clássicos ou cartas pessoais”,asseverou ele ao site LiveScience. O que diz o trecho recuperado somente será revelado quando todas as descobertas forem publicadas em uma revista especializada, o que deve ocorrer nos próximos meses.
Um dos principais debates entre os especialistas é que o fragmento poderá mostrar se houve algum tipo de alteração nos fragmentos do Evangelho de Marcos datados de séculos posteriores. Como papiro dura muito tempo, os cientistas acreditam que “um escriba podia fazer uma cópia de um texto no terceiro século tendo à sua disposição (os) originais do primeiro século, ou cópias do primeiro século, ou ainda cópias do segundo século”.
Fonte: Gospel Prime

Desafio vamos ler a Bíblia! Dia 07



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Leitura do dia: Gênesis Capítulo 25 a 28

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Desafio vamos ler a Bíblia! Dia 06



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Leitura do dia: Gênesis Capítulo 21 a 24

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

3ª Escola de Missões Desperta-me!


Graça e paz a todos, é com muita alegria que divulgamos hoje a abertura das inscrições da 3ª Escola de Missões Desperta-me.
O Ministério Desperta-me é um Ministério de Louvor e Missões da cidade de Juazeiro do Norte - Ce, que inclusive ministrou no 3º Aniversário do Ministério Nissí em Julho de 2014, e este ano o Ministério Desperta-me, realizará a 3ª Edição de sua escola de missões. A escola acontece na semana santa, nos dias 02, 03, 04 e 05 de Abril do corrente ano, e este ano a cidade escolhida foi São José de Piranhas no sertão
da Paraíba, são apenas 50 vagas e as inscrições já estão abertas o valor é de R$100,00 para pessoas de Juazeiro do Norte e R$70,00 para pessoas de outras localidades. Segundo Kamila Caldas uma das organizadoras da Escola  além das ministrações o funcionamento da mesma se dá da seguinte forma: " Na escola de missões, entramos nas casas dos sertanejos, lavamos suas roupas, limpamos suas casas, cozinhamos para eles... e através de nossas atitudes demonstramos o amor do Pai. As pessoas pensam que vão para impactar os sertanejos, mas a realidade é que todos sairão impactados! Será um tempo precioso na presença do Pai!" 
No ano passado, a edição anterior ocorreu na cidade de Exu interior de Pernambuco, para maiores informações e realizar sua inscrição um site está em construção mas por hora as inscrições e informações podem ser feitas a partir de ligação ou do WhatsApp nos  seguintes telefones: 088 9990-4082 (Anderson Shofar) e 085 8654-5373 (Kamila Caldas).

Confira no link a seguir a página do Ministério Desperta-me no Facebook.

Confira algumas fotos abaixo da segunda escola de Missões realizada em 2014 na cidade de Exu - PE:



















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