sexta-feira, 26 de junho de 2015

Livro reúne uma das mais importantes coleções de documentos religiosos antigos

Clássicos da Literatura Cristã traz importantes textos que continuam a influenciar homens e mulheres em todo o mundo
por Lilian Comunica


Um dos recursos mais essenciais para o estudo histórico e teológico do cristianismo são as fontes primárias, os documentos originais produzidos pelos personagens, instituições e movimentos dessa imensa e antiga tradição religiosa.
Tais textos colocam os leitores – cristãos, historiadores e estudiosos das diversas disciplinas – em contato direto com as nascentes espirituais e intelectuais dessa cosmovisão, fazendo com que eles sintam as inquietações, os anseios, as lutas e as convicções de outras eras. Quando se consideram os documentos da história do cristianismo, um fato que se destaca é o seu gigantesco volume e os diferentes contextos histórico-sociais que acompanham o próprio desenrolar da História da Humanidade.
Obviamente, dentro de um universo tão vasto de escritos, nem todos têm a mesma importância ou relevância perene. Alguns deles, no entanto, devido à antiguidade, autoria célebre ou influência ao longo do tempo, se destacaram especialmente na história da Igreja. É o caso dos textos que compõem Clássicos da Literatura Cristã: os escritos dos Pais Apostólicos, as Confissões de Agostinho e a Imitação de Cristo, de Tomás de Kempis. Todos eles são essenciais para um estudo aprofundado sobre o pensamento cristão ao passar dos séculos.
Esta compilação surgiu com o objetivo de marcar a comemoração das cinco décadas de existência da Editora Mundo Cristão: “A comemoração de um aniversário suscita oportunidade para refletir sobre conquistas, desafios do passado, e nos lembra das pessoas que fizeram e continuam a fazer parte dessa história. Afinal, uma editora nada mais é que um grupo de pessoas empenhadas em encurtar espaços entre ideia e expressão, entre escritores e leitores”, reflete o presidente da editora, Mark Carpenter.
A grande relevância desses textos lembra de que a história e a causa de Cristo continuam essenciais para quem busca motivo para viver. A introdução e os prefácios dos três clássicos são redigidos pelo historiador Alderi Souza de Matos, que aborda o valor e o impacto dessas obras ancestrais legadas por escritores que tinham em comum o amor a Cristo e a paixão em servi-lo.
Cobrindo um período que vai do final do século l até meados do século XV, as obras constituem um testemunho extremamente valioso sobre o pensamento e a vida da Igreja em épocas remotas da história do cristianismo, quando este ainda se iniciava na sociedade greco-romana, chegando ao medievo e sua espiritualidade que até hoje atrai a atenção e curiosidade de acadêmicos e leigos. Clássicos da Literatura Cristã exalta a importância da tradição escrita e mostra como tais livros continuam, séculos após séculos, a influenciar homens e mulheres em todo o mundo.
Pais Apostólicos:
Produzidas numa época muito próxima da era apostólica, as obras constituem um testemunho extremamente valioso sobre o pensamento e a vida da igreja e do cristianismo quando este ainda dava seus primeiros passos na sociedade greco-romana. Primeiro conjunto de literatura cristã posterior ao Novo Testamento, cobre um período que vai do final do século 1 até meados do século 2.
Confissões – Agostinho (Livros de 1 a 10)
Escrito por Agostinho de Hipona (354-430), um dos filósofos e teólogos mais destacados do cristianismo, Confissões é considerado um de seus principais registros. O texto se subdivide em três grandes seções, assim distribuídas: Livros 1—9 (a vida passada de Agostinho); Livro 10 (seu estado atual); Livros 11— 13 (comentário de Gênesis 1). Esta edição inclui as duas primeiras (autobiografia), e não a última (parte doutrinária). É considerada como a primeira obra a explorar amplamente os estados interiores da mente humana e o relacionamento mútuo entre graça e livre-arbítrio.
Imitação de Cristo – Tomás de Kempis
Texto produzido no final da Idade Média, Imitação de Cristo reflete particularmente o ambiente monástico da época e traz instruções do monge a respeito da vida espiritual e devocional à luz das novas ênfases e preocupações da Devotio Moderna (movimento que ocorreu entre os séculos 14 e 16, o qual priorizava a vida interior em contraste aos rituais e obras exteriores). Uma das principais expressões desse movimento, o livro tem sido alvo de estudo e apreciação, tanto por leigos quanto por acadêmicos.
Fonte: Gospel Prime

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