Dia das Crianças no Bairro Maniçoba

Desde 2014 realizamos ao menos uma ação voltada para as crianças.

Igreja se une para transcrever a Bíblia

Em comemoração aos 500 anos da Reforma Protestante, projeto reúne mais de 300 pessoas no Tocantins

Cientistas admitem que não há como explicar o surgimento do Universo

Conclusão é que “desequilíbrio misterioso” teria dado origem ao cosmos

Arqueólogos descobrem “anfiteatro perdido” embaixo do Muro das Lamentações

“Uma após a outra, as descobertas arqueológicas mostram a herança judaica do nosso povo”, comemora rabino.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Augustus Nicodemus lança “Cristianismo descomplicado”

Obra aborda questões difíceis da vida cristã de um jeito fácil de entender

por Raphael Teodoro



Neste mês de outubro chega às livrarias “Cristianismo descomplicado – Questões difíceis da vida cristã de um jeito fácil de entender”, o novo livro de Augustus Nicodemus. Lançado pela Editora Mundo Cristão, a obra aborda questões difíceis da vida cristã de um jeito fácil de entender.
O livro é uma compilação de perguntas selecionadas, feitas pelos ouvintes de um programa de rádio comentado por Nicodemus e que ganhou audiência em várias partes do mundo através das redes sociais, especialmente com o canal no YouTube.
“Meu objetivo neste livro foi tentar responder, de maneira fácil, breve e direta, a muitas das perguntas que os cristãos têm e para as quais gostariam de uma resposta em poucas palavras”, explica Nicodemus.
Ideal para pessoas quem têm dúvidas sobre o cristianismo, a obra é como um livro de consultas, um pequeno manual sobre temas difíceis da Bíblia e da vida cristã. É também leitura ideal para os curiosos sobre o cristianismo e especialmente para os evangélicos que ainda procuram respostas para suas indagações.
“Este livro pretende funcionar como uma espécie de primeiros-socorros para cristãos genuinamente aflitos com perguntas para as quais gostariam, ao menos, de uma direção”, comenta.
Em “Cristianismo descomplicado – Questões difíceis da vida cristã de um jeito fácil de entender”, Nicodemus toca em dúvidas que dão um nó no cérebro de muitos cristãos em assuntos relacionados à fé e à doutrina bíblica.
Tópicos como ideologia de gênero, sofrimento, divórcio e novo casamento, submissão feminina, sexualidade sadia, possessão demoníaca, suicídio e muitos outros são abordados com uma linguagem acessível.
Com tantos assuntos de interesse do público, o autor paraibano já pensa em outras publicações originadas das questões dos espectadores. “Não pretendo esgotar os temas propostos. É bem possível que cada um deles exija um livro inteiro ou mais”, finaliza o autor.
Fonte: Gospel Prime

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Estátua de José no Egito comprova êxodo judeu

Tumba ao lado do monumento não tinha ossos, lembrando pedido do filho de Jacó em Gênesis 50:25

por Jarbas Aragão



Anualmente, milhões de turistas do mundo todo visitam as margens arenosas do Mar Vermelho, para verem onde Moisés passou quando tirava o povo israelita da escravidão no Egito.
Embora os arqueólogos modernos insistam que os relatos bíblicos não podem ser provados, uma descoberta recente pode mudar esse quadro.
Após anos de pesquisas, o cineasta Timothy Mahoney e sua equipe de pesquisadores revelaram algo que podem confirmar os acontecimentos do Livro de Êxodo, incluindo uma estátua que pode ser a de José.
Em entrevista à WND, Mahoney explica que gravou o documentário “Patterns of Evidence: Exodus” e também lançou um livro sobre sua jornada arqueológica. “Doze anos atrás, comecei uma aventura, uma busca pelo caminho do Êxodo”, lembra o cineasta. “Eu queria mostrar tudo. Mas quando cheguei ao Egito e conversei com egiptólogos e estudiosos, acabei ouvindo de um deles: Você não sabe que o Êxodo nunca aconteceu? Não há provas disso”, relata.
Mesmo convicto de que a Bíblia é verdadeira, Mahoney voltou aos EUA com uma “semente de dúvida” crescendo em sua mente. Procurando outros estudiosos, acabou ouvindo de um egipotologista que a arqueologia moderna tem procurado Moisés nos lugares errados e no período de tempo errado.
Segundo Mahoney, a maioria dos arqueólogos insiste que o Êxodo aconteceu na época do faraó Ramsés, por que o texto bíblico afirma que os israelitas paticiparam da construção da cidade de Ramsés [Êx 1:11]. “No entanto, sabe-se que Ramsés viveu perto do ano 1250 a.C, mas não há evidências arqueológicas dessa história naquele período histórico”, destaca.
“Meus amigos arqueólogos me disseram para cavar mais fundo”, continuou ele. “Sob a cidade de Ramsés, havia outra cidade, muito mais antiga, chamada Avaris. Essa cidade estava cheia de pessoas do povo semita. Ela foi uma das maiores cidades de sua época. Ali que achamos, penso eu, os primeiros israelitas. Esse é o padrão que corresponde à história da Bíblia. Não foi na época do faraó Ramsés, mas é no local onde Ramsés construiu sua cidade”.
Avaris vinha sendo escavada há décadas pelo professor Manfred Bietak, que encontrou os restos da estátua de dois metros em 1988. Bietak explica que a palavra “Avaris” não significa nada em egípcio. Mas o termo “hebreu” na língua hebraica antiga é “Ivri”, enquanto “homem” é “Ish”. Em outras palavras, a palavra “Avaris” pode estar relacionada com “Ivri Ish”, ou o “Homem hebreu”, como José foi designado em Gênesis 39:14.

Estátua de José

Uma das maiores surpresas reveladas no documentário “Patterns of Evidence: Exodus” é a descoberta da estátua de um líder semita no Egito, um homem que só poderia ser o José da Bíblia. Ela está no sítio arqueológico de Tell el-Daba e sua data é de aproximadamente 1770 a.C.

“A história de José é sobre como um israelita acabou se tornando um grande líder, o segundo mais                                                                                                                                                                  poderoso do Egito”, lembra Mahoney. “Em Avaris, a arqueologia mostra que havia um pequeno                                                                                                                                                                                  grupo de pessoas do povo semita. Há essa casa que é típica da região de onde eles vieram. Em                                                                                                                                                                              cima dessa casa, um palácio foi construído. Eles tinham túmulos atrás desse palácio. Neste palácio                                                                                                                                                                           havia uma estátua. Claramente era o túmulo de um líder semíta”, destava.



“O interessante é esta estátua ficar junto a um túmulo em forma de pirâmide, algo que só era dado                                                                                                                                                                            aos membros da realeza. Por que um semita teria isso?”, questiona o cineasta. “Bem, isso coincide                                                                                                                                                                     com a história, este tipo de prestígio somente José teria recebido”, acredita.
 Sua equipe de pesquisadores descobriu um outro paralelo com as Escrituras. “Na história bíblica, José disse que seus ossos devem ser tirados dali quando o povo saísse do Egito. Quando os arqueólogos descobriram este túmulo [do líder semita], viram algo muito incomum: não havia ossos nesta tumba. Os ossos foram retirados. Os ladrões de sepulturas nunca levam os ossos; apenas levam os bens, os ossos não têm valor”, conta Mahoney. O rosto da estátua foi arrancado e há marcas que tentaram derrubá-la. Isso pode ser um indício de que sua presença irritava os egípcios, por motivos óbvios.
A estátua, a tumba e as ruínas do castelo foram amplamente estudadas por especialistas. A revista Bible Archeology dedicou amplo espaço e a conclusão é a mesma de Mahoney.

Importância das provas

O cineasta diz que não queria fazer um documentário cristão, mas algo que pudesse ajudar as pessoas a entenderam melhor a Bíblia. Sua produção foi considerada por Normam Geisler e Joseph Holden – eruditos que já escreveram muitos livros sobre o Antigo Testamento – como um “divisor de águas”.
Mesmo estudiosos seculares, destaca Mahoney, disseram que o filme foi “um dos melhores que eles já viram” sobre este tópico, “embora não concordem necessariamente com tudo”.
O cineasta diz que o filme retrata sua busca honesta pela verdade e permite aos crentes lidarem como perguntas difíceis sobre sua fé.
“É importante que [Êxodo] tenha uma base histórica”, disse Mahoney à WND. “Se essa história não é verdadeira, se é apenas uma alegoria, é um castelo de cartas. Todas as demais histórias na Bíblia são construídas sobre esses relatos. Jesus fala sobre Moisés, o apóstolo Paulo também. Se você não tem um Êxodo histórico, então o que acontece com um Jesus histórico? Está tudo conectado… eu fui e investiguei durante 12 anos com minha equipe, e encontramos evidências para essa história”, comemora.
Fonte: Gospel Prime

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Descobertas ruínas da “fortaleza de Salomão”, mencionada na Bíblia

Arqueólogos afirmam que achado corresponde ao local descrito em 1 Reis

por Jarbas Aragão


Um grupo de arqueólogos cristãos descobriu os portões de uma das fortalezas do rei Salomão, durante escavações no Parque Tamar, sul de Israel. Paul Lagno, que faz parte da equipe, diz que indícios no local confirmam o relato bíblico.
“A Bíblia diz que Salomão construiu uma fortaleza no deserto. Os arqueólogos têm certeza de que encontraram todas as características dos portões de uma delas. O local tem todas características de uma cidade fortificada. Eles acreditam que esta foi construída por Salomão”, assegurou Lagno ao site Breaking Israel News.
Ele lembra que o texto de 1 Reis 9:18, fala sobre Salomão edificar um local no deserto chamado Tamar. “Além disso, os altares pagãos destruídos pelo rei Josias, conforme descrito em 1 Reis 13:3 também foram encontrados, exatamente fora dos portões”.
A doutora Tali Erickson-Gini, arqueóloga da Autoridade de Antiguidades de Israel, que participou da descoberta, acredita que essa escavação descobriu as primeiras fortificações no sítio arqueológico do Parque Tamar, provavelmente erguidas no período do Primeiro Templo. Ela, juntamente com o Dr. James Tabor e o Dr. Yoram Haimi, lideraram a equipe durante cinco dias.
Na verdade, esses portões foram parcialmente descobertos em 1995, pelo Dr. Rudolph Cohen e o Dr. Yigal Israel. Mas eles não tinham fundos para terminar as escavações, por isso encheram o local com areia para ‘proteger’ sua descoberta que pretendiam retomar no futuro. Com esse novo trabalho, a equipe de arqueólogos atingiu a base dos portões, na chamada de “linha de deposição”.

“Estamos trabalhando em partes muito antigas do local, que inclui um portão de quatro câmaras”, enfatiza Erickson-Gini.
O Parque Bíblico de Tamar é um dos mais antigos sítios arqueológicos no sul de Israel e o único na região capaz de mostrar toda a história arqueológica do período abraamico (2000-1300 a.C.) até hoje. Localizado ao longo da Rota das Especiarias, a área teve uma enorme importância para o comércio mundial. Trata-se de uma notável parte da herança judaica da terra de Israel.
A organização cristã Blossoming Rose é responsável pela administração do Parque bíblico de Tamar, fundado pelo Dr. DeWayne Coxon em 1983. Paul Lagno trabalha com a organização desde 2010, com foco na exposição do Pavilhão do Tabernáculo.
Seguindo o que acredita ser o mandamento bíblico de abençoar Israel, a Blossoming Rose investiu milhões de dólares na manutenção do sítio arqueológico desde sua fundação, proporcionando manutenção e segurança. Também ajuda a levar voluntários de todo o mundo para o local, que plantaram milhares de árvores atrás do parque.
Foram os arqueólogos ligados ao governo de Israel que o batizaram de Tamar, por causa das várias passagens bíblicas que se referem à antiga cidade que estava ali. A esperança da Blossoming Rose é que ele seja reconhecido oficialmente como um parque nacional. Isso ajudaria na sua manutenção e atrairia um número grande de turistas de todo o mundo.
Segundo Lagno, as novas descobertas ajudam a lançar luz sobre o Antigo Testamento, que é a base da religião judaica, bem como o fundamento de crenças cristãs.
Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Altaneira terá mesa redonda sobre os 500 anos da Reforma Protestante

Cartaz para divulgação da Mesa em Rede Social

No último dia 31 de Outubro, completou-se 500 anos da Reforma religiosa encabeçada por Martinho Lutero, reforma, que na verdade se tornou um cisma que dividiu o cristianismo ocidental entre Católicos e Protestantes. Para além das questões religiosas a Reforma à época em que aconteceu, trouxe várias implicações, ou melhor dizendo, consequências no contexto das relações sociais e políticas por exemplo.

Pensando justamente nas consequências da Reforma e no momento atual em que o Brasil tem passado, no qual a Religião, sobretudo evangélica, tem mergulhado na política nacional, mídia e também por que não dizer, na educação, resolvemos pensar a Reforma e seu legado nos dias atuais. Para tal, tentamos construir um momento de debate, democrático em que pontos de vistas diferentes possam coexistir em harmonia, daí fazermos uma mesa redonda aberta a toda a comunidade altaneirense e por que não cidades circunvizinhas.

Os temas a serem debatidos dentro do contexto da Reforma e suas consequências nos dias atuais, são política, religiosidade, gênero e ensino religioso, sendo a mesa composta pelo Professor de Filosofia da Universidade Regional do Cariri (URCA) Carlos Tolovi, que é Doutor em Ciências da Religião, pelo ativista do Grupo de valorização Negra do Cariri (GRUNEC), blogueiro e Especialista em Docência do Ensino Superior, José Nicolau, e pelo Professor de História e Sociologia da Escola Santa Tereza, líder do Ministério Nissí, Vinicius Freire.  A mesa tem como público alvo, estudantes do Ensino Médio, professores, pastores e líderes religiosos e acontecerá no auditório da Fundação Arca, no dia 01/12 a partir das 19:00 horas.

Evento: MESA REDONDA – 500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE
AS CONSEQUÊNCIAS DA REFORMA NA CONTEMPORANEIDADE
DATA E HORÁRIO: 01/12 – 19:00 HORAS
LOCAL: AUDITÓRIO DA FUNDAÇÃO ARCA
REALIZAÇÃO: MINISTÉRIO NISSÍ E FUNDAÇÃO ARCA




segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Igreja doa 11 mil reais para reconstrução de terreiro de candomblé

Pastora luterana coordenou campanha de arrecadação

por Jarbas Aragão


O barracão do centro de candomblé da mãe de santo Conceição d`Lissá, no Rio de Janeiro, incendiado há três anos, será reconstruído com apoio de igrejas evangélicas. Em 2014, a então presidente do Conselho de Igrejas Cristãs do Estado do Rio de Janeiro (CONIC-Rio), pastora Lusmarina Campos Garcia, da igreja luterana, iniciou uma campanha de reconstrução.
Ativista política, Lusamarina ficou famosa nacionalmente por fazer campanha contra o impeachment de Dilma Rousseff ano passado, afirmando que os evangélicos estavam com a ex-presidente.
Em nome do ecumenismo e do diálogo inter-religioso, a ação de reconstrução do terreiro teve apoio da CCIR – Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, liderada pelo babalaô Ivanir dos Santos. Ele explica que são várias pessoas e igrejas envolvidas neste processo.
“Mais do que a reconstrução do espaço físico, esta ação reconstrói relações e afirma que é a partir da solidariedade que é possível estabelecer a paz, a comunhão e o amor entre as diferentes religiões”, afirmou o babalaô à Revista Pazes.
Ivanor lembra que o segundo andar do centro Cazo Kwe Ceja Gbe, da mãe de santo Conceição d`Lissá, localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, sofreu um incêndio que destruiu completamente o local.
Os religiosos afirmavam que se tratava de crime de intolerância religiosa, pois o terreiro havia sofrido outros atentados e sua dirigente foi vítima de uma tentativa de homicídio. O local ficou fechado por um ano e meio. A polícia investigou o caso, mas nunca identificou os responsáveis.
Fonte: Gospel Prime

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Protestantes x evangélicos



O texto abaixo reproduzido foi publicado no blog Doa a Quem Doer e gentilmente cedido  para reprodução pelo irmão Georges administrador do blog, a leitura do mesmo, me fez refletir sobre o movimento evangélico e a Igreja no brasil atual à luz da Reforma Protestante. Boa Leitura a todos!

Há algum tempo tive o desejo de escrever algo sobre o aniversário de 500 anos da Reforma Protestante. Meio milênio atrás, Martinho Lutero pregou suas famosas “95 teses” na porta de uma igreja no interior da Alemanha e mudou a História da civilização ocidental. Mas acabei desistindo da empreitada por absoluta falta de tempo e porque inúmeros outros autores também se dedicaram a esse tema. 
A maioria deles, devo dizer, foi superficial. Limitaram-se a fatos já conhecidos e a dizer “que bom que hoje podemos ter a liberdade de estudar a Biblia” e por aí vai. Ficou nisso.
Também há algum tempo eu vinha pensando sobre a razão de o protestantismo evangélico estar hoje tão distante dos ideais dos reformadores – não apenas Lutero, mas seus precursores como Wycliffe, Huss, talvez Savonarola, seus contemporâneos como Calvino e Zwinglio, e seus sucessores, como Knox. Onde se perdeu a chama renovadora? Em que momento abandonamos os “cinco Solas” e adotamos doutrinas questionáveis, muitas até heréticas, como a teologia da prosperidade, o dominionismo, a batalha espiritual? Por que um evangélico brasileiro ou americano é tão diferente de um presbiteriano escocês, um luterano alemão ou um metodista inglês? Por que as igrejas evangélicas parecem prosperar na América Latina e na África enquanto na Europa templos estão sendo vendidos para empresas criarem cinemas e teatros?
A resposta não é fácil, nem simples, nem é uma só.
Começo fazendo uma pequena reflexão.
Há evangélicos.
E há protestantes. Peraí... há mesmo? Ainda existe protestante? Pelo menos aqui no Brasil, ainda existe? Houve algum dia?
Há uma enorme diferença entre esses dois termos. Veja esta breve explicação, que pode ser encontrada na Internet após poucos “clicks”:


O termo "protestante" é geralmente usado para se referir às Igrejas oriundas direta e contemporaneamente da Reforma Protestante, como a Luterana, a Presbiteriana, a Anglicana, a Metodista, e a Congregacional; o termo "evangélico" é usado para se referir tanto a essas, com exceção da Anglicana, quanto àquelas indiretamente e/ou posteriormente oriundas da reforma, como as pentecostais e as neopentecostais. Existem também igrejas que já existiam antes da reforma protestante, por isso seria incorreto chamá-las de protestantes. Um exemplo são as Igrejas Batistas (...)  Adeptos dessas também são chamados de protestantes, embora, no Brasil, por preferência de nomenclatura, não costumem se denominar assim, preferindo a nomenclatura evangélicos. Todo protestante é evangélico, mas nem todos os evangélicos são protestantes. (grifos nossos)



Isto deve ser o suficiente para acender uma lâmpada na nossa cabeça.

Ora, a denominação “protestante” surgiu com Lutero, quando ele se opôs às práticas vigentes do catolicismo, que foram consideradas extra-bíblicas, e portanto, se fazia necessário um retorno às práticas primitivas, dos tempos apostólicos. Lutero e seus apoiadores foram perseguidos pela máquina católica, e por isso fizeram protestos em nome da liberdade religiosa e contra a tirania papal.
Dentre as práticas que deveriam ser abandonadas estavam – todos já sabem – a venda de indulgências (uma espécie de perdão pelos pecados a troco de dinheiro), as superstições e o misticismo misturados ao culto, a rígida hierarquia eclesiástica e outras coisas. Lutero e seus apoiadores lutaram contra isso.
Agora corta para o século XXI. Você entra numa igreja evangélica e nada de protestante existe ali dentro. Não há imagens de santos nem velas, mas você tem:
- uma rígida estrutura eclesiástica que além do pastor agora já tem bispo, apóstolo e até patriarca;
- se você ainda não pode comprar o perdão dos pecados por uma soma de dinheiro, pelo menos pode alcançar (dizem) a prosperidade financeira, a saúde física e emocional, o matrimônio, o emprego dos sonhos, se depositar fielmente e religiosamente uma certa quantia no gazofilácio ou outra coisa para isso destinada;
- pode também depositar sua fé em objetos mágicos como rosas ungidas, sabonetes abençoados, vassoura “orada” e travesseiro consagrado, para não falar de outros tipos de benzeduras mais inusitadas, como na carteira, no talão de cheques, na chave do carro ou no aparelho genital.
- se preferir, participe de rituais cabalísticos como dar sete voltas ao redor do seu bairro, ou atirar pedras em gigantes imaginários, derramar água, sal, vinho ou o que a sua criatividade declarar como profético, nas encruzilhadas, morros, praias e rios que achar melhor. Benzer a casa com azeite de oliva também é bem comum hoje em dia.
- a mistura com o mundo é tão clara que, por exemplo, se sua vida sexual estiver meio fraca, além de abençoar a cueca e a calcinha você pode adquirir produtos “cristãos” no sex-shop “cristão” para “apimentar a relação”, assim que sair do “baile funk gospel” ou da festa junina gospel, ou do Halloween gospel bem ali ao lado.
Nada mais distante da Reforma Protestante pela qual inúmeros deram suas vidas.
Isso é o evangélico. Não o protestante.
O protestante tem suas raízes fincadas em Wittenberg, naquele protesto explícito contra heresias; mas sobretudo, está embasado pela Bíblia Sagrada. Não se deixa enganar por falsas interpretações que contradizem os Evangelhos. Não embarca em novas revelações, nem em novidades teológicas e modernizações doutrinárias que extrapolam o ensino apostólico.
O protestante sabe quais são as 95 Teses de Lutero, e embora algumas delas possam até parecer datadas – pois Lutero não pensava em “cisma” e sim em reforma – elas são o cerne de uma vida cristã livre e dependente apenas das Escrituras.
O protestante tem cinco premissas – as “Cinco Solas”:
- Sola scriptura (Somente a Escritura) - a Bíblia tem primazia em relação à tradição legada pelo magistério da Igreja, quando os princípios doutrinários entre esta e aquela forem conflitantes. O historiador William Sweet sugeriu que isso posteriormente originou o direito fundamental de liberdade religiosa, bem como a própria ideia de democracia. 
- Sola gratia (Somente a Graça ou Salvação Somente pela Graça) - a salvação é pela graça de Deus apenas, e que nós somos resgatados de Sua ira apenas por Sua graça. A graça de Deus em Cristo não é meramente necessária, mas é a única causa eficiente da salvação. Esta graça é a obra sobrenatural do Espírito Santo que nos traz a Cristo por nos soltar da servidão do pecado e nos levantar da morte espiritual para a vida espiritual.
- Sola fide (Somente a Fé ou Salvação Somente pela Fé) - a justificação é através da fé somente, pois pela fé em Cristo que Sua justiça é imputada a nós como a única satisfação possível da perfeita justiça de Deus.
- Solus Christus (Somente Cristo) - a salvação é encontrada somente em Cristo e que unicamente Sua vida sem pecado e expiação substitutiva são suficientes para nossa justificação e reconciliação com Deus o Pai.
- Soli Deo gloria (Glória somente a Deus) - a salvação é de Deus, e foi alcançada por Deus apenas para Sua glória. Acredito que mui poucos evangélicos conheçam essas declarações.
Muitos pastores evangélicos dizem ser inútil e desnecessário estudar para exercer o ministério. Bastaria um “dom” ou um “chamado”.  Mas os reformadores, ao contrário, foram pessoas de vasta cultura teológica e humanista: Calvino estudou em Sorbonne e seu pai era bispo; Lutero foi professor universitário de teologia; Zwinglio era sacerdote e humanista. Muitos eram professores universitários, respeitados em sua época, e se correspondiam com os grandes filósofos seus  contemporâneos. Como Erasmo de Roterdam, eles buscaram nas fontes da antiguidade cristã as bases para uma renovação religiosa. Lendo a Bíblia e retornando aos Pais da Igreja, descobriram uma visão da fé e uma doutrina bíblica cristocêntrica há muitos séculos esquecidas. Desafio a qualquer um enumerar uma lista de grandes pensadores evangélicos brasileiros, respeitados fora do redil, que não sejam ridicularizados como retrógrados, pedantes ou tacanhos. Existem, felizmente, mas são poucos.
Neste 31 de outubro de 2017, alguns de nós comemoraram 500 da Reforma Protestante.
Mas muitos nem sabiam do que se tratava. Estavam mais preocupados com o Halloween, gospel ou não.
Os reformadores, se porventura tivessem uma visão da situação atual, talvez teriam ganas de voltar à Terra e refazer todo o trabalho, porque vai se esfarelando a sua preciosa herança.
Nesta estranha classificação entre protestantes e evangélicos, prefiro ser protestante. Até porque há quem diga que a certidão de nascimento dos “evangélicos” de hoje está datada em algum ponto dos anos 1950 – e você pode especular um pouco mais neste link. Mas isto é assunto para outro dia.
Como disse Lutero, “A menos que vocês provem para mim pela Escritura e pela razão que eu estou enganado, eu não posso e não me retratarei. Minha consciência é cativa à Palavra de Deus. Ir contra a minha consciência não é correto nem seguro. Aqui permaneço eu. Não há nada mais que eu possa fazer. Que Deus me ajude. Amém”.


terça-feira, 7 de novembro de 2017

Billy Graham completa 99 anos: “Sou apenas um espectador, observando o que Deus está fazendo”

Evangelista continua impactando milhões pela internet

por Jarbas Aragão


Billy Graham completa 99 anos nesta terça-feira (7/11), tendo passado quase 80 pregando o Evangelho. Ele chega perto do centésimo aniversário como um dos homens mais admirados dos Estados Unidos.
“Como família, estamos tão agradecidos pelo fato de ele ainda estar conosco”, disse seu sucessor, Franklin Graham. “Sua mente está boa. Ele está tranquilo nesses dias, embora já não consiga ver nem ouvir tão bem… Eu sei que meu pai está grato por todas as orações e felicitações de aniversário que recebe nesta ocasião especial.”
Franklin disse que haverá uma comemoração na sede da Associação Evangelística Billy Graham. “Meu pai sempre quer que o foco seja sobre o Senhor Jesus Cristo, e não sobre ele… Acima de tudo, vamos honrar o que Deus fez através dele lembrando os momentos significativos de sua vida em oito décadas de ministério”, disse Franklin.

Um pregador comum?

Quando Billy Graham tinha 15 anos, seu pai e outros evangélicos de sua cidade natal, Charlotte, na Carolina do Norte, reuniram-se na fazenda da família para orar pelo avivamento de sua cidade. Especificamente, pediam que Deus levantasse alguém de Charlotte para espalhar o Evangelho por todo o mundo.
Naquele mesmo ano (1934) Billy Graham viria a aceitar a Jesus Cristo depois de ouvir uma pregação do evangelista itinerante Mordecai Ham. Quase imediatamente ele começou a dizer que seu desejo era “servir a Deus e fazer Sua vontade como ministro do Evangelho”.
Muitas décadas depois, Graham entrou para história como homem que pregou o evangelho em público para mais pessoas. Estima-se que foram quase 215 milhões de ouvintes em 185 países e territórios.
Mesmo depois de se aposentar das cruzadas que o fizeram famoso, a influência de seu ministério continuou impactando milhões através da sua Associação Evangelística que divulga a Palavra através do rádio, da televisão e pela internet. Seus livros foram traduzidos para dezenas de línguas e muitos deles são vendidos até hoje.
“Não sou um grande pregador, e não pretendo ser um grande pregador”, disse ele certa vez. “Eu sou um pregador comum, apenas comunico o evangelho da melhor maneira que consigo”.
Quando foi elogiado durante uma entrevista, anos atrás, Billy Graham disse que nunca gostou dessa atenção toda: “Se alguma coisa foi cumprida através da minha vida, foi apenas o fato de Deus estar nisso. Não fui eu, por isso não posso obter o crédito”.  Em outra ocasião, ressaltou: “Sou apenas um espectador, observando o que Deus está fazendo”.
Oficialmente, Billy Graham se aposentou da vida pública, deixando o filho Franklin responsável não só pelo trabalho de evangelismo, mas também por ministérios como a Bolsa do Samaritano, que realiza ação social e atende vítimas de desastres naturais. Com informações Charisma News
Fonte: Gospel Prime
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