Policial adota filha de viciada grávida: “Deus me guiou”

"Eu fui conduzido por Deus para aproveitar aquela chance", afirma Ryan Holets

Filme "A Estrela de Belém" fica entre os filmes mais assistidos do país em sua estreia no Brasil

O filme "A Estrela de Belém" já foi visto por mais de 100 mil espectadores no Brasil.

Achados arqueológicos revelam detalhes sobre o Templo nos dias de Jesus

Estudo mostra como era o Pórtico Real, local onde Jesus expulsou os cambistas

Augustus Nicodemus lança “Cristianismo descomplicado”

Obra aborda questões difíceis da vida cristã de um jeito fácil de entender

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Consciência Cristã completa 20 anos em 2018

Evento cristão é realizado na Paraíba todos os anos, durante o período do Carnaval

por Jarbas Aragão


O Encontro Para a Consciência Cristã completará 20 anos em 2018. O evento que atrai milhares de pessoas ao Parque do Povo, em Campina Grande, Paraíba, ocorrerá entre os dias 8 e 13 de fevereiro.
O tema escolhido é ‘Edificados Sobre a Rocha’. Nessa edição comemorativa, serão 30 preletores nacionais e internacionais, que participarão de plenárias, seminários, cursos e workshops. Destaques para o pastor americano Joel Beeke, Ph.D. em teologia pelo Westminster Seminary e escritor com mais de 50 livros publicados; sua esposa Mary Beeke, escritora e palestrante, além de Jonas Hensworth, pastor em Antigua e Barbuda, e presidente da Missão Batista no Leste do Caribe.
A programação extensa acontece nos três turnos, oferecendo opções temáticas para adultos, jovens e crianças. Entre os palestrantes brasileiros confirmados estão Hernandes Dias Lopes, Adauto Lourenço, Ronaldo Lidório, Jonas Madureira, Heuring Félix, Norma Braga, Alderi Souza e José Bernardo.
No Parque do Povo, a estrutura contará com o Tabernáculo, com capacidade para 10 mil pessoas sentadas, um espaço reservado à FELICC, feira do livro que reúne milhares de títulos de literatura cristã, além da nova mostra itinerante do Museu da Bíblia.
O presidente da Visão Nacional Para Consciência Cristã (VINACC), idealizador do evento, pastor Euder Faber, afirma que para 2018 foi escolhido um tema que remete ao trecho do Sermão do Monte, de Mateus 7:24-27: “Se não estivéssemos bem alicerçados sobre a Rocha, que é Cristo, não teríamos chegado aqui”.
Ele também destaca que para os interessados em participar da 20ª Consciência Cristã, a VINACC o site www.concienciacrista.org.br traz todas as informações sobre a programação, inscrições e hospedagem. Os grupos – a partir de 10 pessoas – que desejarem se hospedar nos locais destinados às caravanas, podem entrar em contato pelo e-mail: caravanasvinacc@gmail.com.
Fonte: Gospel Prime



sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Baseado em uma história real e no livro de grande sucesso, O Poder e o Impossível estreia dia 14 de dezembro nos cinemas do Brasil


Uma história de aventura, sobrevivência, fé e superação. É assim que podemos classificar o filme O poder e o Impossível, lançamento da distribuidora Imagem Filmes com estreia prevista para 14 de dezembro nas telonas brasileiras.
Baseado no livro Cristal Clear, escrito por Eric LeMarque e Davin Seay, o longa conta a comovente história de aventura e sobrevivência do ex-jogador de hóquei profissional e snowboarder, Eric LeMarque.
Eric, interpretado no filme por Josh Hartnett (30 Dias de Noite e Pearl Harbor)é um jovem cheio de problemas e questionamentos pessoais. Rebelde, o rapaz segue em uma viagem para a Serra Nevada, cordilheira localizada na Califórnia, Estados Unidos, atrás de respostas e tranquilidade.
O jovem que quer apenas praticar Snowboard, e, enquanto explora a área, ele é surpreendido por uma grande nevasca que atinge a região. Perdido nas montanhas, Eric terá seus limites postos a prova, e sem conseguir pedir socorro, somente algo extraordinário poderá salvá-lo.
Dirigido por Scott Waugh ( Ato de Coragem) , escrito pelo próprio Eric LeMarque e Madison Turner, o filme ainda conta com Josh Hartnett, Mira Sorvino (Você Acredita?), Sarah Dumon e Jason Cottle (Ato de Coragem), no elenco.
Sobre Erique Lemarque
Eric LeMarque é um franco-americano, filho de um francês, que jogou hóquei desde novo. Foi selecionado pelo Boston Bruins para entrar na liga nacional de hóquei (NHL) em 1986 e terminou a sua carreira jogando pelo Glaciercats of Arkansas em 1999. Eric também representou a seleção francesa de hóquei e competiu nos jogos Olímpicos de Inverno de 1994.
O atleta teve a sua carreira interrompida, devido ao vício em metanfetamina, porém o filme não irá se focar nesses assuntos e sim na corrida pela sobrevivência do atleta na Serra Nevada.

Sinopse - O Poder e o Impossível
Eric (Josh Hartnett) é um jovem rebelde à procura de respostas. Durante um fim de semana ele resolve se hospedar em uma estação de esqui. Tudo que quer é a tranquilidade da natureza e praticar seu esporte favorito. Depois de algum tempo explorando a área ele é pego inesperadamente por uma gigantesca tempestade de neve. Perdido, e sem conseguir contato com ninguém, somente algo extraordinário poderá salva-lo. Baseado em uma história real e no livro de grande sucesso.
Ficha Técnica
Direção: Scott Waugh
Escritores: Madison Turner, Eric LeMarque
Elenco: Josh Hartnett, Mira Sorvino, Sarah Dumon, Jason Cottle
Produtores: Tucker Tooley, Scott Waugh, Simon Swart Música: Nathan Furst

Com informações da 360 WayUp

Policial adota filha de viciada grávida: “Deus me guiou”

"Eu fui conduzido por Deus para aproveitar aquela chance", afirma Ryan Holets

por Jarbas Aragão


O oficial Ryan Holets, da polícia da cidade de Albuquerque, no estado do Novo México, estava investigando um assalto a uma loja de conveniência em setembro. Em sua ronda, viu um homem e uma mulher numa calçada, atrás do prédio. Ao se aproximar deles, percebeu que a mulher grávida estava injetando uma agulha no braço do homem.
Holets se espantou em ver que ela estava com cerca de oito meses e continuava fazendo uso de drogas. Ele se aproximou dela e tentou conversar. “Por que você está fazendo essas coisas? Isso vai prejudicar muito seu bebê. Você vai matar seu bebê”, afirmou o policial. Toda a conversa foi filmada pela minicâmara que os policiais usam junto ao corpo como medida de segurança.
Crystal Champ, 35 anos, começou a chorar e disse que estava esperando encontrar alguém que adotasse a sua filha quando ele nascesse. O policial ficou parado por uns instantes olhando aquela situação e disse que sentiu Deus o constrangendo a ajudar aquela mulher.
Ele tirou do bolso uma foto de sua família – esposa e quatro filhos – e mostrei à Champ, afirmando que gostaria de adotar o bebê.
“Eu fui conduzido por Deus para aproveitar aquela chance”, contou Holets em entrevista à CNN. “Foi Deus que nos aproximou. Eu realmente não tenho outra maneira de explicar”.
Obviamente, Champ ficou surpresa. Ao invés de prender os dois com posse de drogas, o policial ligou para sua esposa e pediu para se encontrar com ela. Dirigiu até onde ela estava e explicou que acabara de encontrar uma mulher grávida, viciada em drogas e que havia se oferecido para adotar seu bebê.
A esposa concordou de imediato, pois o casal já havia discutindo sobre seu desejo de adotar crianças algum dia. “Nós sentimos que Deus nos chamou para isso”, confirmou Rebecca Holets à CNN. “Está no meu coração havia um tempo”.
Em outubro, a criança nasceu. Seu nome é Hope, que significa “esperança” em inglês. A criança ficou na UTI por algumas semanas, pois nasceu com a saúde debilitada. Contudo, acabou se recuperando e hoje vive com sua família adotiva.
A usuária de drogas diz que sabe ter tomado a decisão certa ao entregar sua filha para adoção. Admite também que não teria condições de oferecer a ela uma vida estável. Champ iniciou um tratamento e ainda luta contra a dependência de drogas.
Atualmente mora em uma barraca ao lado de uma estrada na periferia da cidade. Ao falar sobre sua situação, chora. “Eu desisti. Acabei de decidir que essa seria a minha vida”, lamenta. Também relata que já tentou largar o vício outras vezes, mas sem sucesso. “[a droga] Fica voltando e arruinando minha vida”.
Champ expressou gratidão pela atitude de Holets e sua esposa, e diz que precisa haver mais pessoas como eles no mundo. “Estou tão agradecido e me sinto abençoado por que  podemos ter a Hope em nossa família”, disse o oficial Holets, que é evangélico. “[Não] é coincidência. É  providência divina”.
Assista reportagem da CNN (em inglês):




Fonte: Gospel Prime

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Filme "A Estrela de Belém" fica entre os filmes mais assistidos do país em sua estreia no Brasil

Ruth, a ovelha, Bo, o burrinho corajoso com José e Maria numa das cenas do filme "A Estrela de Belém" 


O filme "A Estrela de Belém" já foi visto por mais de 100 mil espectadores no Brasil. A animação, dos mesmos estúdios de "Tá Chovendo Hambúrguer" e "Os Smurfs", estreou em mais de 400 salas e está entre os cinco filmes mais assistidos do país e que tiveram data de estreia em 30/11, de acordo com o site comScore, que mede a média de pessoas por sala.

Lançamento da Sony Pictures com produção da Affirm Films, estúdio especializado em filmes baseados na fé como "Milagres do Paraíso”, "Ressurreição", "À Prova de Fogo", entre outros, "A Estrela de Belém" usa como o tema central o nascimento de Jesus, história contada de geração em geração durante séculos, só que através da ótica dos animais. Para Andreia Gripp, líder da Comunidade Católica Shalom, o filme fomenta a imaginação da criança e também evangeliza. "Assim como a educação formal, a educação na fé é essencial para as crianças. É preciso, entretanto, utilizar uma linguagem acessível a elas, dentro de uma pedagogia da fé que respeite as fases de seu desenvolvimento. O filme é um instrumento importante neste processo, pois de forma lúdica estimula a imaginação e com uma linguagem atraente transmite a mensagem do Evangelho aos pequeninos.",  comentou ela que é jornalista e mestre em teologia.

Com dubladores já conhecidos do público como Cristina Mel, Caíque Oliveira e Vini Rodrigues, o filme teve uma campanha de divulgação em todo Brasil que incluiu 11 pré-estreias nas capitais. As reações capturadas ao fim da exibição foram geralmente unânimes e explica o sucesso. "A Estrela de Belém" é desses animes que chegam para ser lembrados positivamente por gerações. A mensagem que recebi me fez sentir que é possível sim vivermos tempos melhores. Excelente opção de entretenimento saudável para toda família!",  afirmou Dannis Amorim, educador e diretor do Instituto Arte com Júbilo que esteve no lançamento do filme no Rio de Janeiro.

Dica: Para saber onde "A Estrela de Belém" está passando em sua cidade basta acessar www.ingresso.com, escolher a cidade, comprar seu ingresso e correr para os cinemas!

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Achados arqueológicos revelam detalhes sobre o Templo nos dias de Jesus

Estudo mostra como era o Pórtico Real, local onde Jesus expulsou os cambistas

por Jarbas Aragão

Achados arqueológico detalham como era o Templo nos dias de Jesus

Qual a verdadeira aparência do Templo em Jerusalém, construído por Herodes, que acabou destruído pelo exército romano no ano 70? É possível visualizar algo destruído há quase 2.000 anos? Como ele era decorado?
Todas essas perguntas começaram a ganhar novas respostas esta semana. A literatura e a arqueologia nem sempre coincidem, mas uma nova pesquisa pode acabar com muitas dúvidas dos religiosos.
Grande parte do que sabemos, ou pensamos que sabemos, vem da narrativa do século 1, pelos escritos do historiador judeu-romano Flavio Josefo, que dedicou parte de um de seus livros para descrever o Templo e o Monte onde ele ficava. Não há muito conhecimento de pesquisas arqueológicas do alto do antigo Monte Moriá, pois desde que o local passou para o controle da Jordânia, como parte da negociação de paz após a Guerra dos Seis Dias (1967), escavações no local são proibidas.
Esses estudos são considerados importantes não apenas por preencher algumas “lacunas” arqueológicas em Israel, mas, sobretudo, por oferecerem detalhes que são considerados fundamentais na construção do Terceiro Templo, uma vez que organizações como o Instituto do Templo seguidamente reiteram que já tem tudo preparado, inclusive as plantas dessa construção.

Pórtico Real

Há uma série de inconsistências entre as descrições de Josefo e os achados arqueológicos até agora. Por isso, os pesquisadores têm dificuldade em chegar a uma conclusão. Um, por exemplo, envolve o Pórtico [ou Stoa] Real. Qual o tamanho real dessa colossal estrutura pública que Herodes, o Grande, ergueu enquanto renovava o Monte do Templo? A história mostra que o Segundo Templo foi construído após uma grande mudança no local do Templo de Salomão, onde o entorno do monte foi aterrado. A única estrutura que permanece desta época é o Muro das Lamentações, que serve justamente como muro de contenção de toda a estrutura.
O Pórtico Real era um prédio monumental no extremo sul do Monte do Templo, que funcionava como uma espécie de centro da atividade cívica e comercial.
Josefo descreve esse enorme edifício, que teria um “estádio” de cumprimento. Essa unidade de medida romana media entre 180 e 200 metros. Em outro momento, o historiador dizia que o comprimento do muro do sul do Monte do Templo, ia “do vale oriental [Cedron] até o vale ocidental [Tiropoeon]”, o que equivale a cerca de 280 metros.
Maquete do Segundo Templo

O historiador também escreveu que fileiras de colunas maciças dividiam o edifício em um amplo salão central com dois corredores laterais: 162 colunas em quatro fileiras. Contudo, 162 não pode ser dividido igualmente por quatro – um enigma que os estudiosos acreditam ter resolvido agora.
Um estudo recente liderado pela doutora Orit Peleg-Barkat, do departamento de arqueologia da Universidade Hebraica, comparou o texto de Josefo com achados arqueológicos das escavações do Monte do Templo na década de 1970. Concentrando-se em fragmentos de decoração encontrados na época, ela fez uma reprodução no computador de como eram os edifícios do complexo do Templo e propõe respostas para algumas questões.
Ela fez parte de escavações conduzidas nas encostas do muro sul do Monte do Templo entre 1968 e 1978 com uma equipe da Universidade Hebraica liderada pelo prof. Benjamin Mazar. Dezenas de milhares de achados daquela época foram mantidos em armazéns subterrâneos no campus da Universidade Hebraica. Nos últimos anos, a doutora começou a analisá-los, individualmente, buscando fragmentos que faziam parte das paredes e do teto para estudar a decoração antiga daquelas construções.
Os fragmentos confirmam que a estrutura possuía lugares de encontro cobertos, espaços para diferentes usos: administração, religiosos e de comércio. Uma das conclusões dela é que a distância entre cada coluna era de 3,25 metros. Também concluiu que as 162 colunas mencionadas por Josefo não incluíam a fileira do sul, junto ao Muro. Portanto, elas eram divididas por três linhas de colunas, e não quatro, porque a quarta linha era vista como parte do Muro. Logo, dividindo-se por três e a resposta seria que cada linha tinha 54 colunas.
Um cálculo com base na disposição das colunas estabelecida pela doutora Orit e considerando-se a espessura delas, chegaríamos a um edifício com 180 metros de comprimento, que se encaixa ao comprimento da unidade de medida romana conhecida como “estádio”.

Passagem do Novo Testamento

Muito provavelmente foi nesse Pórtico onde havia locais de comércio, que Jesus expulsou os vendilhões (cf Mateus 21:12).
Outro aspecto distintivo desse local apontado agora é que a ornamentação de pedra encontrados no Monte do Templo difere das vistas nos palácios de Herodes em Massada, em Jericó e no Herodium – que serviu como seu túmulo – diz a arqueóloga.
Detalhes da decoração do Segundo Templo
“Em primeiro lugar, eles usaram pedra calcária de Jerusalém, que tem uma qualidade muito maior. Além disso, a qualidade do trabalho de escultura nas colunas é extraordinária, indicando que foram feitas por artesãos de primeira classe, envolvendo um vasto investimento de recursos”, explica Orit. “Embora o trabalho tenha sido feito por artesãos locais, vemos a influência de Roma e da arte síria”.
A influência local é clara, ressalta, na ausência total de representação de pessoas, uma proibição judaica tradicional da confecção de imagens esculpidas, para não levar à idolatria (cf Deuteronômio 5: 7-8).
Um dado interessante é que mais da metade dos fragmentos de ornamentos se originaram em retábulos de pedra esculpida. Os desenhos esculpidos eram plantas, flores ou formas geométricas. No ano passado, arqueólogos israelenses conseguiram reconstruir sete partes originais do piso do templo edificado por Herodes, que apresentam desenhos similares.

Vigas do Teto

O teto, acredita a arqueóloga, era feito de madeira, mais provavelmente de cedro. Isso basicamente pode ser confirmado com o trabalho do arqueólogo Peretz Reuven, que estudou as vigas removidas da Mesquita de Al-Aqsa na década de 1940, quando a estrutura passou por uma remodelação.
Grandes vigas, algumas medindo mais de 12 metros, de cedro do Líbano de alta qualidade que podem ter sido do Templo de Herodes teriam sido usadas e reusadas num fenômeno conhecido pelos arqueólogos como “uso secundário”. Estudos de R. W. Hamilton, publicados em 1949 destacavam que muitas vigas incluíam desnivelamentos funcionais ou saliências. Os testes de carbono 14 nas vigas confirmam sua antiguidade, embora a história exata dessas vigas é difícil de estabelecer.
Apesar de deterioradas, Peretz Reuven foi capaz de identificar endentações na superfície de uma delas com decorações do período Herodiano/Romano e o espaçamento das endentações é de um intervalo similar às colunas do Pórtico Real de Herodes. Com informações de Biblical Archaeology e Haaretz
Fonte: Gospel Prime

sábado, 2 de dezembro de 2017

Mesa Redonda em Altaneira debate os avanços e os desafios a partir dos 500 anos da Reforma Protestante

Reproduzimos abaixo, o ótimo texto retirado do blog Negro Nicolau sobre a Mesa Redonda ocorrida na noite de ontem sobre os 500 Anos da Reforma Protestante. Boa leitura a todos!


O Auditório da Fundação Educativa e Cultural ARCA sediou na noite desta sexta-feira, 01/12, uma mesa redonda alusiva aos 500 anos da Reforma Protestante.

A mesa foi composta por Carlos Alberto Tolovi, Doutor em Ciência das Religiões, Filósofo e Professor de Filosofia da Universidade Regional do Cariri (URCA), Vinícius Freire, Líder do Ministério Nissi e professor de História da Escola de Ensino Médio Santa Tereza (Altaneira) e por este professor signatário com especialização em Docência do Ensino Superior, licenciado em História, blogueiro e ativista pelo Grupo de Valorização Negra do Cariri (Grunec), tendo como finalidade discutir os avanços e os desafios advindos da Reforma Protestante.

Para tanto, alguns temas foram geradores do debate como as consequências da reforma no contexto atual, a relação Política e Religião, o Gênero e o Ensino Religioso. Segundo Vinícius, a ideia inicial era promover um momento só para as pessoas ligadas a religiosidade de cunho protestantes. “Pensávamos em evento com pastores e os fiéis com a presença de pregadores de outros lugares, mas por falta de recursos e de outras questões, não foi possível esta realização”, disse. “Depois", ponderou, "pensei em construir um momento mais democrático e de debates em que pontos de vistas diferentes fossem expostos. Por isso, essa mesa hoje aberta a toda a comunidade altaneirense".

Contexto da Reforma

Tolovi propôs 15 minutos de fala para cada componente da mesa e em seguida abrir para as intervenções, curiosidades e questionamentos do público. O professor da URCA trouxe a cena o que levou um dos principais expoentes da reforma se rebelar contra o clero católico romano. Segundo ele, as ideias de Martino Lutero eram legítimas, pois questionou um dos principais erros cometidos pela igreja, a venda de indulgências ou a compra do perdão. Outro grande feito dele que ninguém conseguirá apagar foi permitir que outras pessoas tivessem acesso aos escritos bíblicos, antes restritos só ao clero.

Tolovi fala das condicionantes da Reforma
Protestantes. (Foto: Professor Paulo Robson).
Lutero se notabilizou porque ele conseguiu mexer com uma das instituições mais poderosos do período, quase foi queimado por isso”, disse. “Mas porque não foi”, indagou? Porque as alianças com os monarcas o livraram, em uma clara demonstração de que política e religião estavam juntas.

O filósofo também apontou falhas na reforma e no reformador. “Quem precisa de reforma”?, perguntou. A igreja católica cometia erros e por isso Lutero sentiu a necessidade de corrigi-lo. “Mas se antes seu reformador foi um rebelde ao questionar a doutrina católica, ele cometeu os mesmos erros que criticou ao mandar executar camponeses que estavam fazendo como ele – se rebelando”. Ainda conforme Tolovi, outro erro marcante do reformador foi ter afirmado que só a fé pode salvar. “Isso acabou servindo para alimentar o individualismo”, realçou.

Por fim, ele mencionou que hoje a venda de indulgência, principal motivo da explosão da reforma protestante e que dividiu o cristianismo, continua sendo praticado em larga escala, principalmente pelas igrejas protestantes.

Permanências, Mudanças, Gênero e Ensino Religioso

O professor Nicolau Neto seguiu a linha de raciocino de seu antecessor, trazendo para o debate questões em voga atualmente como forma de tentar chegar ao cerne da questão – O que mudou desde 1517? Nicolau afirmou que Lutero não foi o único que ousou colocar em xeque o poder da igreja católica, mas foi o que mais se notabilizou porque mexeu com as estruturas do clero. 

Nicolau discorre acerca de temas defendidos pelas instituições
religiosas que reforçam a segregação e o preconceito.
(Foto: Paulo Henrique Maia).
A partir século XVI, testemunhamos o surgimento de várias vertentes religiosas de linhagem protestantes e de líderes que assim como Lutero marcou história. “Foram até além dele porque não ficaram apenas no seio religioso, mas que usando da prerrogativa religiosa lutaram por justiça social e racial, como o pastor Martin Luther King, o Metodista Nelson Mandela e o anglicano Desmond Tutu”. “Essa pessoa, ao contrário do Lutero”, pontuou, “não se caíram em contradição”.

Para o professor, esses bons exemplos de protestantes não apagam o que foi feito de ruim quando do desenrolar da reforma, tão pouco o que vem sendo praticada na atualidade. Ao mencionar a grande visibilidade na mídia e a atuação na política partidária a partir de 2001 dos “evangélicos”, Nicolau destaca o ódio praticado por eles a grupos historicamente massacrados, tendo um esforço gigante para demonizar ações indígenas e grupos religiosos de matrizes africanas e para ampliar esse ódio, a bancada evangélica imbuídas de um projeto “Escola Sem Partido” querendo inserir nas escolas o ensino religioso de vertente protestante e católica, corroborado para segregar mais e silenciar cada vez mais quem não se encontra em nenhuma dessas linhagem.

O ativista ainda mencionou acerca das questões de gênero que tem conseguido juntar os que estão separados historicamente, igrejas protestantes e igreja católica em alguns municípios, provocando um verdadeiro desastre humano ao reforçar a política religiosa de segregação e de preconceito. “São esses grupos, as exceções são algumas pessoas dentro destas instituições, que estão continuando a defenderem ideias de submissão da mulher, os maus-tratos a comunidade LGBTTs, o controle do corpo e da sexualidade, além de apoiarem políticos homofóbicos, racistas e machistas, tudo em nome de deus e da defesa da ‘família’”. Segundo Nicolau, a verdadeira reforma não está nas instituições em si, em prédios, mas em nós mesmo. “Nós precisamos a conviver com o diferente”, finalizou.

Vinícius fala da chegada dos protestantes em
Altaneira. (Foto: Prof. Nicolau Neto).
Crescimento do Movimento Protestante em Altaneira

Vinícius Freire fez um resgate de como as igrejas protestantes se instalaram em Altaneira. Para o professor, que já tem estudos nesse sentido, o movimento começou a chegar ainda na década de 70 do século passado, tendo na Igreja Congregação Cristã no Brasil a sua maior expressão e ainda hoje é a que tem o maior número de adeptos. A Igreja Assembleia de Deus Templo Central ganharia espaço na cidade alta nos anos 80.

O líder do Nissi pontuou que diferente de outras localidades, em Altaneira a entrada dos evangélicos se deu por migração. Enquanto os primeiros grupos que se desenvolveram no Brasil eram invasores, franceses e holandeses protestantes, aqui grupos viajaram e conheceram as doutrinas em outros estados, como São Paulo e trouxeram para cá, ressaltou. 

Intervenções

Após as explanações, o público passou a intervir. Para o professor e coordenador Paulo Robson, o momento foi muito rico e merecia uma maior participação se referindo a professores, professoras e estudantes. Já o professor e sindicalista José Evantuil, preferiu não lamentar as ausências, afirmando que o momento foi proveitoso. Essa ideia foi compartilhada pelo mestrando Cícero. Já o radialista João Alves parabenizou a mesa pelo bom debate.

Professores, estudantes e demais pessoas por ocasião da Mesa Redonda que debateu os 500 anos da Reforma Protestante em Altaneira. (Foto: Professor Nicolau Neto).
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